Perséfone narrando — Dona Olivia — falo, me aproximando dela no bar. Ela está lavando alguns copos e me olha com curiosidade. — Oi — ela responde, surpreendida com minha presença. — A senhora tem doze mil reais para me emprestar? — pergunto, e ela cospe a água que estava na boca. — O que? — Eu preciso de doze mil reais. — Por quê? — ela pergunta, um misto de preocupação e incredulidade em seu olhar. — Preciso pagar uma dívida. — Perséfone — ela fala, a voz carregada de preocupação — que merda você arrumou? — É uma dívida grande — eu admito, o peso da situação começando a se fazer sentir. — Eu não tenho esse dinheiro, precisaria pedir ao Castro — ela fala. — Não, por favor, não faça isso — imploro, sentindo um nó na garganta. — Ele não pode saber que estou pedindo dinheiro. — E

