Persefone narrando A noite se arrasta interminavelmente, e eu me encontro com os pensamentos girando sem rumo. As horas passam lentas e pesadas, e a escuridão do quarto parece refletir o peso da minha situação. Meu celular emite um sinal de notificação, quebrando o silêncio opressor. É uma mensagem de Joé, e eu sinto um aperto no peito ao ler suas palavras: — Persefone, você precisa pagar sua dívida. Não posso mais passar pano para você. Estou fazendo isso há anos. Aquelas palavras ressoam em minha mente, uma acusação disfarçada de aviso. Eu me levanto da cama, o peso da culpa e da ansiedade me acompanhando a cada passo. Respiro fundo, tentando reunir alguma força, e me visto rapidamente. A sensação de urgência me impulsiona para fora de casa e sigo em direção à casa de Sara, meu único

