2. Marcando território.

1861 Palavras
Went Quando acordei na manhã seguinte, Sophie e Elina estavam cantando uma música indecente na cozinha, juntamente com o som de algum aparelho. Quando fiz minha presença na cozinha, somente a garota de cabelos chocolate e nariz arrebitado parou de cantarolar — ou melhor, destruir os ouvidos alheios. Elas deveria tentar o teatro, ao invés de da música. — Oi, pai. Bom dia. — Diz Sophie, sorridente. — Oi, meninas, bom dia. Elina se vira, ficando de frente para o jogão e mexendo algo dentro da frigideira. Sua voz é suave quando ela diz: — Bom dia, Sr. Sharpigan. — Pai, eu estava pensando em irmos acampar, o que acha? O senhor disse que adora essas coisas. — Oferta, Sophie, segurando a colher de p*u como se fosse uma varinha de condão. — E você gosta dessas coisas? — Eu tô acostumada com o clima e com o verde. — Sophie mente. Ela não é do tipo que vai para a floresta viver do básico e ficar expostas aos animais dela. Mas, eu admiro que ela se coloque fora da zona de conforto para ter um momento comigo. Elina solta uma risadinha que afetou meu juízo. Porr@, logo as seis da manhã eu vou ter que encarar um chuveiro frio. Isso não é nenhum pouco justo. — Você na floresta? Essa eu quero pagar pra ver! — O quê, eu posso fazer isso sim. Eu tenho uma barraca grande e eu posso muito bem viver de água. — Sophie se defende, mas não deixa de parecer uma criança tentando brigar com um valentão. — E os insetos? — Eu não tenho medo deles! — E as cobras, Sophie? Minha filha perdeu as palavras e ela balbuciou algo incoerente e inaudível. Elina sorri gentilmente para ela. — Por que vocês não vão jantar em algum lugar legal ao invés de se aventurar no mato? — Sugere Elina. — O que você sugere? — Pergunto, e seus olhos ardentes caem em mim. Eu não deveria reagir a ela assim, tão maldosamente que eu mau posso me conter. Ela tem dezoito anos, mesmo que ela claramente seja mais madura para sua idade, eu não deveria vê-la com esses olhos. No entanto, eu só consigo reparar que ela não está usando sutiã e que quando ela olhou para mim seus b***s endureceram e eu sei que não foi devido ao frio dessa manhã. — Tem um restaurante no limite da cidade, é o melhor que temos. — Ela sugere. — O que acha, Sophie? — Bem, eu queria ir acampar mas já que a Elina deu uma sugestão tão boa, acho melhor ficarmos na cidade. — Ela sorri meio sem jeito. — Tudo bem, vamos fazer isso hoje a noite. Querem carona pra escola? — Claro, vamos tomar café e nós arrumar. Eu lhe chamo quando estivermos prontas. — Informa Sophie, indo até a geladeira. — Tá certo, eu vou estar no quarto. Antes de subir, olho sorrateiramente para Elina, que já está com os olhos castanhos em mim. A peguei no flagra. Quando me viro para subir nas escadas, há um sorriso malicioso em meus lábios. Uma hora ela vai ceder as minhas investidas e vai ficar agradecida por eu não mantê-la em minha cama por uma semana depois de me fazer esperar tanto. Ficar no quarto de hóspedes é a melhor opção, embora o quarto seja pequeno, não é uma opção dormir na mesma cama que Mirian. Nós tentamos durante três anos um relacionamento que não deu certo. Tudo entre nós começou com uma transa casual, que nós trouxe Sophie. Embora tentemos fazer dar certo, não havia amor ou qualquer sentimento além do respeito entre nós, desde então, vivemos separados e essa foi a melhor decisão que tomei na vida, embora eu ache que deveria ser um pai mais presente as vezes. Sob a cama, apanho os papéis do meu último caso. Renan Cortez, um mexicano acusado pela porte de Sarah Litman, a filha de um renomado juiz de Atlanta. A investigação nós levou a ele, e mesmo que há provas que ele esteve com a vítima uma hora antes de sua morte, minha intuição diz que não foi ele. Não sei porque, não tenho prova alguma para provar que meu ponto de vista está certo, mas há um motivo para eu ser o melhor do departamento. Eu sempre sigo a minha intuição e ela nunca falha, mas como eu vou provar que Renan não é culpado se temos uma prova que o condena. Isso está me tirando do sério. Mas, se tem algo em que eu sou bom é procurar por provas e eu não vou desistir ate conseguir. {•••} Eu as deixei na escola, e eu me perguntei se as calças de Elina sempre são tão apertadas. A b***a dela é uma coisa de outro mundo e mais uma vez eu percebo que não deveria estar aqui, olhando para uma garota em frente a única escola da cidade. Eu estou perdendo a cabeça e eu não sei se o remédio é cair de boca naquela garota complicada, ou me manter longe. Ligo o carro e saiu dali antes que eu faça uma besteira. O bom das cidades pequenas é que você conhece a todos e sempre é fácil e rápido chegar algum ponto da cidade. Vou para a delegacia, continuar com a minha pesquisa lá. — Went Sharpigan, seu cachorro! — Esbraveja Carl, o xerife e um velho amigo. — Eu pensei que você iria embora sem dar uma passada aqui. — Eu jamais faria isso. Nos abraçamos, batendo nas costas um do outro. Ele se afasta e coloca as mãos nos quadris. — Quem diria, você está ficando cada vez mais jovem. — Ele elogia da forma dele. — São seus olhos, Carl. — O que te traz aqui? Sei que não veio só pelo meu tipo charmoso. — Ele alisa a barba branca e pisca um olho. Carl me faz rir. É bom vê-lo depois de tantos anos e vejo que não mudou nada. — Eu quero acessar o sistema,será que eu posso? — É claro, por aqui. Carl me guia para seu escritório, passando pelos corredores do lugar que me construiu como profissional. Ele vai até o computador e loga sua senha e perfil no sistema da polícia. — Fique a vontade, mas saiba que está me devendo a partir de agora um tarde de pesca, o que acha? Amanhã é o meu dia de folga, e eu ia me reunir com o Roberto no cais. — Eu acho ótimo, pode contar comigo. — Eu vou te deixar trabalhar, não saia sem se despedir,muleque. — Eu não vou, Carl, obrigada. Eu perco uma grande parte do meu dia imerso nós documentos que encontrei. Renan é o filho mais velho de uma família humilde, desde cedo trabalhou com o pai, que era motorista do juiz Litman. Sem ficha criminal e um histórico escolar impecável. As peças desse quebra cabeça não se encaixam. Frustado, fecho as janelas e desligo o computador. Me levanto e reuno todos os papéis que imprimi. Estou com dor de cabeça e ainda tenho que me preparar para essa pescaria amanhã. Eu nem mesmo tenho uma vara de pesca, mas se me lembro bem, posso conseguir uma na loja de artigos de pesca no final da rua. — Estou indo, Carl. — Digo para ele. Carl se apressa em engolir o pedaço de baggle em sua boca. — Conseguiu o que queria? — Ainda não, mas vou conseguir. — Eu sei que vai, você é o melhor detetive do estado. Se alguém pode fazer isso, esse alguém é você. Saiu da delegacia com as palavras de Carl em minha mente. Fico lisonjeado que ele se sinta assim sobre mim, e isso me deixa mais motivado a correr atrás do que eu acredito. Eu vou encontrar a verdade por trás desse caso. Diante da loja de artigos de pesca, abro a porta e o sino da loja anuncia a minha entrada. Há diversos equipamentos, iscas e manuais de pesca em três diferentes sessões de prateleiras. No canto da loja, os dois funcionários parecem flertar entrer si. — Para, Fynn! Você sabe que eu não quero fazer isso. — Vamos, Ely, você pode fazer sim. — Com licença? Os dois se viram e para a minha surpresa encontro Elina, e o loiro ao seu lado está com as mãos nela. Quem esse filho da put@ pensa que é para sair tocando em algo que não é dele. Os olhos de Elina se arregalam e ela praticamente pula para longe do toque do loiro. — Pois não? — Ele diz, natural. A minha vontade é de socar a cara desse infeliz! — Eu preciso de uma vara de pesca. — É tudo o que digo, no entanto. — Quer alguma específica? — Não, qualquer uma serve. — Eu vou mostrar a você as melhores que temos. — Diz Elina, se aproximando de mim, mas o loiro, ou melhor, o garoto que quer levar uma surra, segura seu braço. — Deixa que eu atendo ele. Estou prestes a avançar nele, mas Elina se solta de seu aperto, e lhe oferece um sorriso gentil. — Pode deixar, eu conheço ele. — Ela gira o pescoço e me fita com seus olhos amêndoas. — Vamos, Went. Por aqui. No setor entre as varas e as iscas vivas e artificiais, Elina pega uma vara enorme com as mãos. Pela sua forma de segurar a peça, sei que ela tem algum conhecimento do instrumento. — Essa tem um maior alcance, mas a base é mais rígida. — Ela explica, me passando a vara. — Eu não sabia que você namorava. — Digo enquanto analiso a peça. — Oi? — Aquele louro ali, o que vocês tem? O corpo dela vai levemente para trás, e suas sobrancelhas se contrai. Sua expressão não é amigável. — Somos amigos. — Ela diz, seria. — Amigos? Não era o que parecia. — E por que você se importa? Você não é nada meu. Deixo a vara de canto para me aproximar dela. Com alguns passos e com a minha mão em seu braço, aproximo nossos corpos. — Eu sei que você também sente algo, Elina, mas é teimosa demais para admitir. — Eu não sei do que você está falando. — Você pode se fazer de difícil, mas não ache que a minha paciência é ilimitada. Eu vou te levar para casa. — Eu não quero a sua ajuda. — Eu não estava pedindo, Elina. Estarei no carro lá fora. Vou para o caixa, onde o loiro me atende de forma séria. O que ele pretende? Me afetar com essa cara de cachorro sem osso? — Não volte nunca. — Ele diz, ironizando. — Eu não preciso vir aqui para tê-la, muleque. Tenha uma boa noite. No carro, eu me sento ao volante e conto os segundo e os minutos para o fim do seu expediente. Elina não vai fugir de mim hoje. A minha paciência não é curta, mas tem limite e vê-la agarrada com aquele loiro extrapolou com todo o meu limite.
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