A carruagem atravessava as ruas silenciosas da vila, e Estefano mantinha o olhar fixo na escuridão. Não falava, não se movia apenas revivia o instante em que Amélie Pérez abrira a porta, a lamparina refletindo em seus olhos cor de mel. Havia algo nela que o desarmava por completo, algo que desafiava o peso de seu nome, o poder herdado, as obrigações impostas. Quando a carruagem parou diante da imponente mansão Cavalcante, dois criados correram para abrir os portões. A casa dormia em silêncio, mas a luz acesa no escritório de Don Alonso Cavalcante denunciava que o patriarca ainda estava desperto. Estefano respirou fundo antes de entrar.Sabia que seria esperado. Empurrou a porta de carvalho e o encontrou sentado à mesa, cercado de papéis e contas, o rosto sério sob a luz amarelada das

