O sol ainda nascia quando Amélie abriu as janelas da pequena casa. O ar fresco da manhã invadiu o ambiente, misturando-se ao cheiro de café recém-passado. As irmãs tentavam começar o dia como sempre, escondendo a apreensão com sorrisos frágeis e pequenos gestos de rotina. Clara amassava o pão com vigor, batendo a massa na mesa como se pudesse descarregar nela toda a angústia que a corroía. Teresa, a mais velha, varria o chão, mas seus pensamentos estavam longe dali. E Isabel, a segunda irmã, remendava uma blusa com olhos marejados. Amélie observava cada uma, sem entender por que o silêncio parecia mais pesado do que nunca. — Alguém quer mais café? — perguntou ela, tentando soar alegre. Ninguém respondeu. Apenas o estalar da lenha no fogão e o som dos pássaros lá fora quebravam o va

