Francesca ainda estava ajoelhada no chão, lágrimas secando no rosto, quando ouviu passos pesados ecoando no corredor. Passos arrastados. Irregulares. Estefano. Ele entrou na sala cambaleando, cheiro forte de vinho o precedendo como uma aura pesada. A camisa estava aberta no peito, desalinhada, cabelo bagunçado, olhos vermelhos não só de álcool, mas de noites m*l dormidas, raiva acumulada e um vazio crescente. Ao ver a mãe de joelhos, mãos sujas, o balde ao lado, ele parou. Por um instante apenas um seu olhar pareceu confuso. Depois… veio o desprezo. — Então é isso o que restou da grande Francesca Cavalcante? — ele debochou, rindo de forma amarga. — A matriarca… a madame… esfregando o chão como uma...criada. Francesca levantou o rosto rápido, enxugando as lágrimas com as costas da

