Estefano guiou Amélie pelos corredores laterais da mansão, evitando os salões iluminados e o burburinho dos empregados que ainda circulavam pelos corredores da casa, Estefano lhes lançava um olhar de aviso, como se dissesse " não se atrave a abrir a boca sobre ela". O vento frio mordia a pele dela, mas a proximidade dele, firme e protetora, trazia um conforto que ela não conseguia compreender totalmente. Chegaram a uma pequena ala esquecida da mansão um cômodo reservado, com uma lareira apagada, cortinas pesadas e móveis cobertos por panos claros. Era simples, silencioso, seguro. — Aqui você vai ficar — disse ele, a voz baixa, quase um sussurro. — Ninguém vai incomodá-la. Amélie soltou um suspiro, aliviada e, ao mesmo tempo, constrangida por depender dele de forma tão absoluta. — Obri

