O sol daquela manhã parecia tímido, escondido atrás de nuvens densas. Após uma noite praticamente em claro, Amélie decidiu sair para respirar, mesmo com os olhos ainda vermelhos do choro. Caminhou pelo vilarejo sem destino certo. As ruas de terra, ainda úmidas da chuva, estavam tranquilas; apenas algumas pessoas iam e vinham da feira. Ela queria apenas se afastar da dor, da culpa que pesava nos ombros… De repente, percebeu que havia saído da vila estava perto dos campos que se estendiam até a estrada principal. Amélie suspirou, abraçando o próprio corpo para se proteger do vento frio. Foi quando escutou o som de cascos. Uma carruagem elegante aproximou-se vagarosamente. O cocheiro a reconheceu e sinalizou para o passageiro dentro. A porta se abriu, e Estefano Cavalcante desceu com

