61- EM CASA

1324 Palavras

CAPÍTULO 61 EDUARDA NARRANDO A gente saiu do baile sem pressa, mas com o mundo inteiro nos olhos. O som alto ainda batia atrás da gente, ecoando no peito como lembrança do que tinha rolado. Mas agora… tudo parecia longe. Lá fora, o ar era mais fresco. O céu cheio de estrela, o morro vivo mesmo à noite, as vozes dos becos, o cheiro da rua, tudo misturado com meu coração disparado. Um dos vapores já tava na contenção, esperando, pronto. Ele abriu a porta do carro. O moleque ajudou ele a sair com uma agilidade que eu não tinha ainda. Movimentos firmes, sincronizados, tipo quem faz aquilo todos os dias. Depois ele foi até o porta-malas e colocou a cadeira do Sombra com cuidado, como se fosse sagrado. E, de certa forma, era mesmo. Era parte dele. E eu só observei. Em silêncio. Como se cada

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