15- NÃO

1322 Palavras

CAPÍTULO 15 SOMBRA NARRANDO Terminei de comer, ou pelo menos tentei. A comida tava f**a, feita com carinho, mas parecia que cada garfada brigava com o nó que tinha na minha garganta. Minha mãe recolheu o prato em silêncio, percebendo que eu não tava afim de conversa, e saiu do quarto depois de dar aquele beijo na minha testa que só ela sabia dar. Fiquei sozinho. O quarto tava escuro, só a luz da luminária acesa no canto clareava as paredes. O som do videogame do Júnior vinha abafado lá de cima, misturado com os barulhos da rua que entravam pela fresta da janela. Motos passando, som de baile ao longe, conversa cruzada no portão. Mas o que me incomodava… era o silêncio do Cunha. Ele nunca demorava assim. Se tivesse dado merda, já teriam me avisado. Mas também, se tivesse dado certo… ca

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