CAPÍTULO 114 EDUARDA NARRANDO Ficar ali fora da sala de cirurgia, parada, sem poder fazer nada… foi o maior teste de paciência e fé que eu já vivi na vida. Assim que levaram o Sombra, eu voltei pro quarto, mas não consegui parar um segundo. Andava de um lado pro outro, com as mãos suando, o coração aos pulos e a cabeça cheia de pensamento. Peguei o celular, tentei ver qualquer coisa pra distrair, mas nada adiantava. Tava impossível pensar em outra coisa que não fosse ele. Fechei os olhos por uns segundos e me lembrei do que ele disse antes de ser levado. Te amo, Duda. Aquela frase ecoava dentro de mim como uma oração. Eu queria agarrar aquele amor com todas as forças e usar como escudo contra o medo. Peguei o moletom dele que tava dobrado na cadeira e abracei como se fosse ele. O ch

