35- DUDA

1169 Palavras

CAPÍTULO 35 EDUARDA NARRANDO Acordei com o toque do despertador vibrando baixinho ao meu lado. Era cedo. Muito cedo. O sol ainda nem tinha invadido o quarto por completo, mas aquela claridade suave já escapava pelas frestas da janela. Abri os olhos devagar, sentindo o corpo meio pesado, como se o sono tivesse só dado um intervalo no cansaço. A cabeça ainda cheia. O coração ainda apertado. Mas, por algum motivo… eu tava mais calma. Ainda era confuso. Mas calma. Desativei o alarme e fiquei olhando pro teto por alguns segundos. O silêncio daquela casa era estranho. Não tinha barulho de carro, nem sirene, nem vozes na rua. Só um silêncio bruto, daqueles que gritam por dentro. Levantei devagar, os pés encostando no chão gelado. O corpo ainda dolorido dos dias intensos, mas era como se eu ti

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