CAPÍTULO 155 PAULA NARRANDO Acordei com o barulho da rua já agitada. Hoje é sábado… e sábado é sempre aquela correria na loja. Carregador que estragou, fone que quebrou, gente atrás de película, capinha… tudo quanto é coisa. Me espreguicei devagar na cama, jogando o lençol de lado, com o corpo ainda meio mole de sono, mas a mente já ligada no trampo. Levantei, fui direto pro banheiro e entrei no banho, deixando a água morna escorrer pelo corpo. Lavei o rosto, o cabelo, respirei fundo. Mas, pra ser sincera, o motivo do friozinho na barriga não era o movimento da loja, não. Era o que vinha depois. O baile. Hoje eu prometi pra Duda e pra Milena que ia com elas. Já fazia um tempo que me chamavam, mas eu sempre dava uma desculpa. Ou era a loja, ou era o cansaço, ou era só medo mesmo. Medo

