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1767 Palavras

Leona — Então o que fez? Essa pergunta ameaçou me desvendar. — Eu não sei, — eu admiti. Olhei para as cicatrizes no peito de Fabiano, para a tatuagem em seu pulso, avaliei a maneira confiante que ele mantinha. Orgulho e honra. Ele expelia isso. Seu corpo era um testemunho de suas convicções, até onde ele chegara. E eu? Soltei uma risada pequena e vazia. — A esperança no futuro me manteve em movimento. Eu fui uma boa aluna e trabalhei duro. Pensei que teria um futuro brilhante depois do ensino médio. Eu pensei em ir para a faculdade, me formar em direito e me tornar algo mais do que a filha de uma... — Eu engoli a palavra “prostituta”, incapaz de admitir a verdade para Fabiano. —… viciada em drogas. Mas estou falhando. O rosto de Fabiano ainda não mostrava piedade e eu estava feliz

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