Capítulo 8

1146 Palavras
Rei. Segui ela e os tiros começaram, minha primeira reação foi proteger ela, então joguei meu corpo sobre o dela e caimos no chão, puxei a pistola da cintura e olhei para trás, comecei a atirar nos policiais. Os menor tudo começou a descer e se colocaram na minha frente, levantei e peguei ela pelo braço, subimos de volta pro morro e entrei com ela no primeiro beco que vi, encostei ela na parede e assustada ela ficou me encarando. — Não sai daqui, segura essa arma, se alguém por a mão em você atira, não pergunta so atira. — Ele puxou meu rosto. — Entendeu Princesa? — Não vai. — Ela disse e eu sorri. — Eu ja venho. — Dei um passo e ela segurou minha mão. — Se eu ficar aqui, não consigo ajudar os outros. — Cuidado. — Sorri de novo e me afastei dela, corri pra boca e entrei na minha sala, peguei um fuzil e sai descendo o morro e me escondendo atrás de um carro, comecei a atirar. Ficamos alguns minutos nessa guerra até que os policiais pararam e voltaram um pouco, meu rádio começou a tocar, mantive o fuzil na posição apontando e mirei em hm dos polícias que estava entrando no carro e atirei avertando na perna, dele, o outro puxou ele pro carro e acelerou saindo dali. Me levantei e comecei a andar pelo morro indo para o beco onde deixei a Clara, virei o beco vendo ela emcostada e quando cheguei perto escutei o disparo, so tive tempo de virar e apontar o fuzil que estava no meu peito, atirei tentando acertar mas a pessoa saiu correndo. Cai no chão, joguei o fuzil de lado, Clara correi na minha direção e se abaixou do meu lado, meu braço começou a arder, ela puxou a camisa presa na minha bermuda e começou a pressionar na ferida. — Meu Deus, cade o celular. — Ela começou a passar a mão na minha cintura, puxei o rádio com a outra mão. — Calma Princesa. — Comecei a rir. — Alguém vem aqui no beco sete. Ela tomou o rádio da minha mão, enquanto com a outra puxou minha mão e colocou sobre meu próprio braço. — Eu preciso de soro, faixa, pinça, álcool, agulha e o que vocês conseguirem pra fazer curativo. — Os caras riram do outro lado. — Eu não to rindo p***a, vai logo. — Tu é atrevida até com meu menor. — Falei e ela resmungou, não demorou muito apareceram e eu já estava sentado. PG e Neto me ajudaram, meu corpo estava fraco, e minha perna não estava se mexendo direito e foi ai que a Clara viu que não foi um tiro so no braço, me levaram pra casa e ela veio junto. Me deitei na cama e ela passou pra eles tudo o que precisava, e enquanto foram buscar ela começou a procurar as coisas pelos armários e banheiro, fiquei olhando, mas sentindo minha mente querer apagar, meus olhos começaram a fechar. ... Clara. Procurei em todos os lugares por curativos ou algo pra me ajudar, peguei toalhas no armário e álcool na cozinha, tirei a bermuda dele o deixando so de cueca, fui no banheiro pegar um pouco de água e quando voltei ele ja estava desacordado. — Bruno acorda. — Balancei ele e nada, fui medir a pressão dele e sentir os batimentos, estava fraco, mas ainda assim normal dentro do possível. Ouvi passos pelo corredor e os meninos chegando com sacolas, fui olhando nelas e peguei os soros, agulha e arrumei eles, procurei veia na mão dele e coloquei a agulha, arrumei o soro e pedi ao PG para segurar um pouco. Joguei tudo das sacolas na cama, coloquei as luvas e peguei a pinça e nem questionei onde eles arrumaram isso, apenas joguei álcool limpando a peça e em seguida comecei a pixar o projétil da perna dele, assim que tirei coloquei gases para estancar o sangue e apertei com uma faixa. Em seguida, fiz o mesmo no braço, depois de tirar os dois peguei agulha e coloquei a linha específica, tirei as gases e comecei a fechar as ferias, uma de cada vez e com cuidado, terminei e limpei tudo, fiz um curativo para não deixar aberto e tirei o soro que ja tinha acabado, peguei a seringa e dei remédio na veia dele. — A Patricinha sabe das coisas. — Neto falou e eu encarei ele. — Óbvio que sei, estudo pra isso. — Falei tirando tudo da cama, descartando o que era lixo e deixando em cima da cômoda outras coisas. — Agora ele vai precisar de remédios, vão lá buscar. Passei os nomes e os dois saíram pra rua, peguei uma toalha e fui no banheiro, deixei ela úmida e voltei passando ela pelo corpo dele o limpando, depois disso apaguei as luzes deixando apenas a do banheiro acesa e me sentei ao lado dele na cama. — Qual foi Rei, cade o cara machão? — Ouvi uma rosada fraca. — Ta de cao princesa? — A voz dele saiu um pouco rouca e eu ri. — Vou pedir pra um dos menor te levar pra casa. — Fica em paz, primeiro preciso saber que você ta bem e que vai tomar os remédios. — Falei e ele me olhou. — Quando eles chegarem eu vou. — Eu sabia que você uma hora ia desistir de me esculachar. — Ele falou sorrindo e eu dei um tapa no braço dele. — Ai. — To te tratando como paciência, nada mais que isso. — Me levantei. — Você salvou a minha vida, e eu to retribuindo. — Te salvei de que? — Ele perguntou. — De tomar um tiro. — Me aproximei dele e ele me puxou com o braço bom, ficamos nos encarando com os rostos próximos demais. — Quando eu coloco na minha cabeça que você é um perigo pra mim, você me livra de uma. — Eu sou um perigo pra todo mundo, essa exclusividade você não tem Princesa. — Ele encostou o lábio no meu. — Mas eu to louco pra você ser minha. — Eu já fui sua ontem. — Suspirei sentindo a respiração dele descontrolada com a minha. — Não me faz errar de novo. — No fundo você tá gostando disso, eu sei que te enche de t***o essa adrenalina. — Ele passou a língua nos meus lábios e suspirei. — Fala que esse não é o erro mais gostoso que você fez. Começamos a nos beijar, me sentei em cima dele e senti a mão dele passando pela minha b***a levantando meu vestido, perdemos a noção de tudo que tinha acontecido a horas atrás, e só nos demos conta do que estavamos fazendo quando ouvimos passos, me levantei correndo e me ajeitei tentando recuperar o fôlego.
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