16

1262 Palavras
Clara. Ficamos nos encarando até que eu percebi que minha boca estava doendo mais do que o normal, me soltei dela e entrei no banheiro, fui até o espelho quebrado que tinha ali e me olhei, percebi um corte pequeno no canto e comecei a jogar água pra lavar, peguei papel e coloquei em cima secando e tentando fazer o sangue parar de sair. Respirei fundo e pela primeira vez senti meus olhos arderem e as lagrimas escorrendo, mexi na minha bolsa e peguei um kit com alguns remédios e fui mexendo até achar um para passar no lábio, Bruno emtrou me encarando. - Princesa, olha pra mim. - Continuei olhando para o espelho e seca do as lagrimas enquanto passava remédio no machucado e me limpava. - c*****o Clara, eu quero entender o que você ta sentindo. - Raiva Bruno. - Gritei com ele que fechou a cara na mesma hora, joguei as coisas dentro da bolsa. - Eu nunca passei por nada disso, e agora eu piso em ovos, não consigo estar tranquila dentro da sua casa, não posso andar por aqui, por que ou sua ex invade a sua casa, ou ela vem pra cima de mim. - E que p***a eu posso fazer? Quer que eu mate ela? - Ele gritou comigo e da mesma forma que eu estava gritando com ele, Bruno se aproximou. - Eu quero que vocês dois se fodam. - Bruno pegou no meu pescoço e me encostou na parede, ficamos nos encarando. - Tira a mão de mim. - Filha da p**a, tu baixa teu tom, eu não sou aquele corno do teu ex não. - Ele disse baixo mas com a voz grossa e cheia de ódio. - Eu to fazendo o que posso, eu mato e morro por você c*****o, mas não posso por a mão na mãe do meu filho, o menor é meu sangue. Meus olhos se encheram de lágrimas de novo, e eu apenas fiquei em silêncio, Bruno me soltou percebendo que eu não ia lutar essa luta com ele, coloquei a bolsa no ombro e empurrei ele, sai daquele banheiro com pressa. Fui andando pelo morro descendo ele enquanto ouvia de fundo, mas bem no fundo Bruno me chamando, mas eu estava com tanta raiva, tanto ódio que eu so conseguia pensar em sair daquele inferno. Passei pela barreira e peguei meu celular, peguei o primeiro moto taxi que apareceu e pedi para ele me levar até a faculdade, passei todo o caminho chorando, foram 10 minutos tentando me equilibrar em cima da moto e segurar as lagrimas. Desci assim que cheguei na faculdade, fui para o banheiro e lavei meu rosto tentando me recompor, olhei meu rosto e uma mancha vermelha começou a aparecer, então passei maquiagem para esconder, o que não foi difícil, sai dali e fui andando para a biblioteca até ver meus pais saindo da secretaria. Tentei me esconder mas eles ja tinham me visto, meu pai estava com um olhar furioso e minha mãe falando algo baixo para ele que era inaudível naquele momento. Ele se aproximou e pegou no meu braço. - Onde você estava Clara. - Ele perguntou tentando não fazer um escandalo. - Por que você não esta aparecendo nas aulas? - Me solta. - Falei para ele com raiva. - Eu to cansada ja disso pai, eu não quero mais isso, quero fazer minhas escolhas. - Eu vou descobrir quem é o filho da p**a, favelado que você ta se encontrando, e eu vou matar ele. - Ele falou baixo e me soltou, ficamos nos encarando e ele saiu andando. ... Rei. Fiquei olhando ela subir na moto, emcarei o moto Taxi que ja sabia que ia tomar coça quando voltasse, entrei no beco e fui pra minha sala, fiquei andando de um lado pro outro e joguei a cadeira na parede, que p***a essa filha da p**a ta fazendo comigo. Respirei fundo passando a mão no rosto e puxei o rádio, mandei o papo pra um dos vapores pegar a Yasmin e trazer aqui, não demorou muito e ja estavam abrindo a porta e jogando ela la dentro, ela ficou me olhando com aquela cara de deboche dela que me enchia de ódio. - O que você quer? - Ela perguntou toda cheia de marra, eu ri sem humor. - Vou te dar o último papo, tu é mãe do meu menor, mas não é p***a nenhuma minha, sai do meu caminho. - Falei me aproximando dela que começou a se encolher. - Eu to de saco cheião já. - Bruno, você sabe que eu te amo, por que você não pode sentir o mesmo? - Ela disse e eu ri. - Eu vou te dar o último aviso, você é apenas a mãe do meu filho, tira essa ideia da sua cabeça que me ama, você é uma p*****a interesseira. - Cheguei mais perto dela e peguei ela pelo pescoço. - Quero você longe de qualquer mulher que eu me envolver, principalmente a Clara. - Me solta Bruno. - Ela pediu segurando na minha mão. - Pra você, a partir de agora, é Rei. - Soltei ela e dei dois tapas na cara dela. - Na próxima eu vou quebrar todos os dedos nas suas mãos e deixar vc sem nenhum fio de cabelo. Ela ficou me olhando com os olhos marejados e cheios de lagrimas, apontei para a porta e ela saiu andando, bati a porta fechando e voltei para a mesa no canto da sala, peguei meu celular e comecei a ligar para a Clara. - Atende filha da p**a. - Falei alto e nada, tentei mais duas vezes e apertei o celular com força. Dai da sala colocando a pistola na cintura, fui até os vapores na entrada do morro e passei algumas coisas para eles fazerem e peguei a moto de um deles que estava ali, subi na mesma e sai acelerando. Fui primeiro na faculdade onde a Clara estuda e o carro dela não estava mais la, dei algumas voltas pelas praias procurando por ela e depois fui na casa de um amigo, parei na porta da casa dele e bati na porta, ele não demorou muito pra abrir e quando me viu ja me deixou entrar. - Preciso que descubra um endereço. - Falei me jogando no sofá. - Ta aprontando o que? - Ele perguntou e eu ri sem muito humor. - Quem é a pessoa? Passei o nome do Doutor e não demorou muito pra ele conseguir todas as informações que eu precisava, peguei o endereço e sai da casa dele, subi na moto e acelerei até a casa da Clara. A mansão enorme, papo de luxo mesmo, grandona coisa de filme, parei a moto olhando na entrada cheia de seguranças e eles começaram a me emcarar, desci da moto e fui até a portaria. - Quero falar com a Clara. - Falei pro porteiro que olhou para os seguranças, encarei eles. - É alguma entrega? - Ele questionou. - Fala pra ela que o Bruno ta aqui. - Ele pegou o telefone e discou, começou a falar baixo e meus olhos estavam atentos nos seguranças. - Ela não está em casa. - Ele disse e me afastei da guarita dele, meu celular começou a tocar e peguei o mesmo vendo a foto de Clara, atendi na mesma hora voltando para a moto. - Cade você? - Perguntei e ela estava com a voz de choro. - Vai embora, não vem aqui, meu pai ja sabe de tudo.
Leitura gratuita para novos usuários
Digitalize para baixar o aplicativo
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Escritor
  • chap_listÍndice
  • likeADICIONAR