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443 Palavras
Deus, eu realmente estou nas últimas. Acredito ser aqueles últimos sete minutos que o cérebro tem realmente antes de desligar de vez. É isso! Eu realmente estou morrendo. Deus!! Como fui tão tola... Acreditar que tudo ficaria bem, que meus pais mesmo sem compreender, ainda estariam ao meu lado, ainda seriam meus pais, meus pais caramba. Acabou! Agora tudo acabou, eu estou tão cansada, e se essa voz significa algo, é o meu fim. Anjo? Que p***a de anjo? Até parece que algum viria ao meu socorro nessa merda toda. Eita, merda!!! Tô tão fodida, e acabei de estragar a vida dos bebês também. Merda. Merda. Merda Respiração... Respiração... Respiração... — Você não está louca, Alysson, pelo menos, não mais que o habitual. – Brincou o tal anjo. “Deus, oi, sou eu de novo, pirei né? ” — Você veio me buscar, eu estou mesmo morta? – Perguntei. Merda, quero mesmo saber a resposta? Uuuuhhh.. Rum.. Cara, o que foi isso, eu suspirei de medo da resposta e o anjo de araque riu? Se é que esse som pode ser considerado um sorriso. — Não, Alysson, eu não vim te buscar, vim te dá uma escolha. – Respondeu, por fim. — Não vai me pergunta que escolha seria essa? – Quis saber o anjo. Tá, e agora? É agora que eu surto e acordo dessa loucura? “Oh, Deus, sou eu de novo, se eu sair dessa, juro que vou fazer exercício e cuidar muito bem da minha saúde, juro de dedinho. ” — Qu..que escolha? – Perguntei, temendo a resposta. Merda! — Você pode seguir agora, Alysson, encontrar o descanso até o dia do juízo final, ou... - Falou, dando uma pausa maior que necessários. Anjo filho da p**a. — Ou? – Quis saber. Shumm Juro que acho que esse tal anjo está rindo da minha cara. — Ou você pode seguir seu caminho, e descobrir quem realmente é. – Disse por fim. — O que isso quer dizer? – Perguntei. — A escolha é sua, Alysson, e só você pode faze-la. – Respondeu Tá, é oficial, esse anjo tá tirando uma com a minha cara, nem na morte eu tenho paz. p**a. QUE. PARIU. Escuridão. Merda, acho que o anjo ficou chateado. — Alysson! – Chamou uma voz na escuridão. Eu não respondi. Será que no fim, só estou sonhando? — Alysson, você não está sonhando querida, siga minha voz. — Orientou a voz. Olhando agora, ela parece familiar. — Quem está aí? – Perguntei. — Siga minha voz, Alí. – Respondeu. Essa voz, era... — Vovó? Vovó é a senhora??? – Perguntei, com uma leve esperança na voz.
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