Terminamos o jantar em um ritmo tranquilo, a conversa fluindo levemente sobre o dia de cada um, sem o peso da irritação que eu havia temido. Ricardo, para minha surpresa e deleite, prontificou-se a lavar a louça enquanto eu o observava, relaxada, saboreando um gole de vinho na taça. O vapor subia da pia, embaçando levemente o vidro, enquanto ele, concentrado, esfregava os pratos. Ele ficava mais atraente quando fazia as tarefas domésticas, de um jeito despretensioso que me fisgava. Ou talvez, apenas talvez, meu desejo tenha se intensificado por conta da bebida, uma sensação agradável que me fazia querer mais naquele momento.
Fui até ele, movida por um impulso que a taça de vinho ajudou a liberar, e o abracei por trás. Eu ficava pequena atrás dele, minha cabeça m*l alcançando seus ombros largos. Ricardo tinha 1,80m e eu 1,65m, uma diferença que sempre me fazia sentir protegida em seus braços.
Ele virou a cabeça para me olhar, e um sorriso sacana, quase predatório, brincou em seus lábios. Seus olhos brilhavam com uma cumplicidade que eu amava.
— tô terminando ... eu sei o que você quer — falou, a voz rouca, olhando diretamente para mim. Meu coração acelerou. Por um segundo, me perdi completamente no seu olhar, na promessa contida ali. Mas, ali parada, apenas observando, a imagem nítida de Ricardo à minha frente, minha mente foi traiçoeiramente levada de volta ao consultório mais cedo, e vi, com a mesma intensidade daquele momento, o olhar de Cyber sobre mim. Aquele olhar penetrante, quase voraz, que parecia me despir de todas as defesas, me escaneando, me entendendo de uma forma que me assustava.
Por que estava pensando nele agora? p***a. Senti um arrepio incômodo, uma quebra brusca na atmosfera de desejo que se formava. Pisquei algumas vezes, tentando afastar a imagem incômoda do olhar de Cyber da minha mente, como se pudesse lavá-la dali. Forcei um sorriso, me esforçando para retomar o foco em Ricardo, e o abracei mais forte, quase esmagando-o, uma tentativa desesperada de ter certeza de que aquilo era real, o calor de Ricardo, a solidez de seu corpo, e que eu não estava de volta ao consultório, sob o olhar enigmático de Cyber.
— calma.... — falou Ricardo, um riso suave vibrando em seu peito. Acho que eu o apertei demais. Ele se virou para mim, a mão livre enxugando as gotas de água no pano de prato, os olhos ainda me fitando com aquele sorriso provocador. — agora sim Doutora Marcela. Eu sou todo seu.
Amava quando ele me chamava assim. Era um apelido que evocava um certo poder, uma entrega que me fazia sentir única. Senti meu corpo arrepiar de leve, uma onda elétrica percorrendo cada fibra. A voz de Ricardo era grave, profunda, e tinha o poder de me fazer perder os sentidos, de me entregar completamente. Ele começou a me beijar lentamente, seus lábios macios e famintos encontrando os meus. O beijo aprofundava-se, se intensificava, enquanto suas mãos, grandes e quentes, passavam por todo o meu corpo, explorando cada curva, cada centímetro de pele, me segurando com uma força possessiva que me incendiava
Em um movimento fluido e ágil, ele me levantou, sem esforço, e me colocou em cima da bancada fria da cozinha, o choque da superfície sob minhas pernas contrastando com o calor crescente entre nós. A cozinha, antes um lugar de rotina, transformava-se em um palco para o nosso desejo, onde o único som era o da nossa respiração ofegante e o batimento acelerado dos nossos corações.
Tirou meu short junto com a calcinha, deslizando-os por minhas pernas com uma lentidão que me provocava, me deixando sem nada na parte de baixo. Não senti nenhuma vergonha; pelo contrário, uma onda de liberdade e desejo me invadiu, e eu respondi ao seu toque. Apoiei meus pés na bancada, abrindo mais as pernas, um convite silencioso e explícito. Ricardo sorriu ao ver isso, um sorriso que falava de triunfo e paixão, e seus olhos, agora intensos, encontraram os meus.
— você está ... com tsão, amor ? — ele perguntou, a voz rouca e baixa, um sussurro quente diretamente no meu ouvido. Era óbvio. Não havia como negar. Eu sabia que ele queria me instigar ainda mais, e estava conseguindo.
— sim … foi um golpe sujo seu ter me oferecido vinho — falei com a voz baixa, quase um sussurro, mas tão carregada de desejo que vibrava em cada palavra. Meus olhos se fecharam por um instante, focando apenas na sensação.
— vou te dar tudo que você quer. — ele disse, a promessa pesando no ar enquanto sua mão descia lentamente pela minha coxa interna, fazendo um calor se espalhar por meu corpo. Seus dedos se moveram com uma familiaridade provocante, massageando devagar a pele sensível da minha i********e.
Fazia movimentos circulares, torturando-me com a antecipação. Quando menos esperei, um de seus dedos adentrou, e um gemido baixo, quase um suspiro arrastado de puro prazer e surpresa, escapou da minha boca sem controle. O ar se encheu de uma eletricidade quase palpável.
— gostou ... — ele perguntou, a voz ainda mais rouca, seus olhos fixos nos meus, famintos — você está bem molhadinh@, amor. — Continuou falando no meu ouvido enquanto me contorcia em cima da bancada
Ele ia e vinha rápido e preciso, um ritmo que me levava à loucura. Por isso eu o amava quando ele fazia isso. Era uma entrega total que me fazia perder o controle, me dissolver em pura sensação. Ele puxou uma cadeira e sentou na minha frente ficando um pouco mais baixo que eu, posicionando-se a cabeça entre as minhas pernas abertas. Eu o amava naquele instante. Eu amava quando ele me chu**va, quando me fazia sentir cada fibra do meu corpo em êxtase, uma mulher plenamente desejada, totalmente dele.
Ricardo me puxou mais para a frente, diminuindo a distância entre nós, e começou o que ele sabia fazer de melhor, com uma maestria que sempre me levava às alturas. Inclinou a cabeça para frente e começou beijando de leve, um roçar suave que anunciava o que viria, e em seguida sugou meus grandes lábios, com uma força que me arrancou um gemido mais alto. Arqueie as costas para trás, o pescoço caindo para trás, sentindo sua boca quente e úmida envolver-me por completo, a sensação extasiante da sua língua na minha b***t@. O prazer era um choque elétrico, pulsando por todo o meu ventre.
— Ri..Ricardo... — o gemido involuntário saiu da minha boca. Ele continuou o que estava fazendo, e minhas pernas trêmulas começaram a querer se fechar sozinhas, mas Ricardo as segurou firmemente. Ele ergueu o olhar para mim, com um brilho intenso nos olhos, e murmurou, a voz rouca:
— Não fecha as pernas, amor — disse olhando para mim. — Está com muito prazer amor? — ele perguntou, a voz grave e rouca, um convite direto à minha entrega total.
Fiz que sim com a cabeça, incapaz de formular qualquer palavra. Meu corpo estava à flor da pele, cada nervo vibrando em resposta a ele. Ele continuou o que estava fazendo, mas agora introduziu um segundo dedo, indo e vindo com um ritmo que me levava à loucura. A boca e os dedos eram uma combinação perfeita, um ataque delicioso aos meus sentidos. Gemidos profundos e incontroláveis saíram da minha boca, e em fração de segundos, senti meu corpo se contrair em ondas, enquanto eu explodia em um ápice perfeito. Ricardo sorriu satisfeito, seus olhos encontrando os meus, cheios de cumplicidade.