"Muitas vezes do inesperado, nasce o que se espera uma vida inteira." Lembro-me de uma vez ter lido um poema que mesmo após tantos anos nunca saiu da minha cabeça. Era engraçado porque até então eu jamais havia conseguido decorar algo que não estivesse relacionado a gastronomia. Mas por algum motivo que nunca soube explicar decorei esse texto. E não sei ao certo o motivo de ter estar pensando tanto nele neste momento. Havia me aconchegado ao lado de Lorenzo que se encontrava dormindo tranquilo. Às vezes com alguém que amo, me encho de fúria, pelo medo de extravasar amor sem retorno; Mas agora penso não haver amor sem retorno – o pagamento é certo, de um jeito ou de outro; Ali ao seu lado, olhando-o dormir eu tive a certeza que eu jamais amaria alguém como eu o amava. Mesmo que outra

