"Muitas vezes do inesperado,
nasce o que se espera uma vida inteira."
Lorenzo estava muito perto, ele parece ter gostado da sensação que estava causando em mim. Suas mãos passaram pela minha cintura e a pressionaram, levantando meu corpo, fazendo-me sentar na bancada.
Nossos olhos se conectaram no instante em que me sentei. Lorenzo puxou meu corpo contra o dele e colou nossos lábios com urgência. O gosto de chocolate quente se misturou com o meu, desfrutando com a língua de cada canto da sua boca.
Seu gosto era deliciosamente bom. Sentia meu corpo ferver cada vez que iniciávamos um novo beijo.
Com sua ajuda retirei sua camisa, jogando-a no chão. O que logo veio acontecer com a minha. Seu rosto preencheu meu pescoço, fazendo com que seu lábio grudasse em minha pele distribuindo vários beijos do pescoço para baixo.
Lorenzo retirou meu sutiã rapidamente, dando a entender que ele era muito experiente naquilo. Sua língua passou a fazer movimentos circulares no bico do meu seio, fazendo que eu afagasse seu cabelo com as mãos.
Passei as pernas em volta de sua cintura e ele me pegou no colo, levando-me para o que imaginava ser o seu quarto e eu estava certa.
Eu definitivamente estava fazendo algo muito errado estando na cama com meu chefe, mas eu estava em êxtase com ele, e nada daquilo me importava.
Lorenzo era intenso, havia muita maldade na forma como administrava meu corpo. Virava-me bruscamente a cada nova posição que escolhia. Era um s**o bastante selvagem, nunca experimentado antes por mim.
Apesar de ter tido alguns namorados durante os anos, nada muito sério para ser sincera, geralmente era algo mais calmo, que não exigia muito de mim.
Namoros sem graça e sem intensidade alguma. Nunca ao menos os levei para casa para apresentar aos meus pais, não os achava especiais para tal atitude.
Deixei um beijo em seu peito no instante em que deitamos ofegantes por termos chegado ao o*****o. Procurei pelos seus olhos, afinal, havia sido uma transa silenciosa, sem troca de palavras.
— Era isso o que você queria desde o primeiro dia que entrou em meu restaurante? — Perguntou debochado.
— O que você está falando? — Perguntei confusa.
— Foi isso que Caterina quis no instante que começou a trabalhar comigo, queria ir para cama com o chefe. — Respondeu ríspido se levantando.
O olhei enojada pelo que estava escutando, não poderia acreditar que estava pensando isso ao meu respeito.
— Eu não sou como a Caterina. — Esbravejei. — Eu nem sequer conhecia o senhor quando aceitei esse emprego, eu precisava muito, preciso muito.
Lorenzo riu amargurado como se estivesse escutando mentiras. Enquanto vestia minhas roupas, passei a sentir as lágrimas percorrerem minhas bochechas.
Esse tempo todo era só uma brincadeira para ele, Lorenzo estava querendo se vingar por algo que nem ao menos havia de fato aconteceu. Será que estava querendo revidar o que Caterina havia feito com ele? Essa foi sua forma de se sair por cima?
Eu nem sabia onde estava, mas agradeci mentalmente pelo aplicativo conseguir encontrar minha localização e me levar de volta para casa. Fui chorando o caminho todo envergonhada pelo motorista ir escutando meus soluços, o via com o canto dos olhos me olhar pelo retrovisor.
Valerie estava sentada no sofá no instante em que abri a porta. Era perto das duas horas da manhã segundo meu celular.
Ela se levantou assustada, estava sonolenta, mas preocupada porque não havia mandado nenhuma mensagem dizendo que chegaria mais tarde.
— Onde você estava? — Perguntou preocupada. — Por que está chorando?
A abracei mas não disse nada. Não queria conversar sobre isso agora.
— Eu só preciso dormir, amanhã conversamos, por favor. — Choraminguei.
Valerie concordou, mas insistiu que de fato iríamos ter uma conversa sobre isso amanhã pela manhã durante o café. Era claro que eu contaria o que havia acontecido, mas eu só precisava de um tempo para esfriar a cabeça.
O comportamento de Lorenzo foi completamente errado comigo, eu havia estendido a mão para ele e em troca havia sido apunhalada pelas costas.
Não era claro que eu e Caterina éramos pessoas completamente diferentes? Era nítido no olhar, qualquer pessoa que nos conhecia conseguiria ver a diferença.
Ela nem ao menos olhava para os seus colegas de trabalho, tratava a todos com desdém. Contrária de mim, que fazia tudo, por todos sem esperar nada em troca. Não importava a função, eu estava disposta a ajudar. Não fazia para ser notada, mas para ser proativa.
Será que eu deveria ir trabalhar amanhã? Eu definitivamente iria. Se ele estava achando que me faria desistir de meus sonhos estava muito enganado. Papai me ensinou desde cedo a batalhar pelo que queria e a persistir, tudo que faço eu faço bem feito, mesmo que não seja na minha área.
Eu iria provar e esfregar na cara dele que eu trabalho bem e que ele precisa de mim em seu restaurante. Se ele não me mandasse embora, eu com certeza não pediria minha conta.