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843 Palavras

Depois que Sofia sai, as coisas ficam… nebulosas. Não é assim que descrevem? Vítimas de algum acidente de trem catastrófico? Nos momentos após o desastre, nada está claro. Surreal. Falo para Alexandra que estou doente. Seu sorriso é triste e compassivo. Antes de entrar no elevador, olho para a sala de Sofia, esperando vê-la de novo. Apenas para me torturar. Mas a porta está fechada. *** Chove lá fora. Chuva de inverno. Daquele tipo que te encharca e te deixa tremendo de dentro para fora. Mas não me incomoda. Volto caminhando para meu apartamento, dormente e atordoada. Como um zumbi de algum filme de terror de baixo orçamento, que não reage, mesmo quando corta o próprio pé com uma motosserra. Mas quando chego à porta – é aí que meus sentidos voltam ao normal. Quando volto a sentir alg

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