CAPÍTULO 1 INICIO DE TUDO

1628 Palavras
Na Paraíba meus pais também todos era de lá só que muitas vezes nós passamos por dificuldades na vida então A vida lá era muito difícil muito difícil mesmo aí meu pai pegou um serviço no Rio de Janeiro foi trabalhar no Rio de Janeiro e seis meses a gente ficamos sem o nosso pai lá no norte é cedo o pai no Rio e a gente aqui meu pai não via a gente com nós o que aconteceu a gente morava A família era tudo perto tinha a mais pobrezinha do que toda da família era eu meu pai né era meu pai e minha mãe a gente passou muita fome muita felicidade durante seis meses o meu pai também trabalhava na roça mas nem tudo ele a gente podia para a gente porque ele trabalhava para os outros não era para a gente e meu pai foi tentar a vida mas ele sabe responder aí foi minha mãe pegou passou nessa fase difícil lá sem ninguém sem ele por perto né aí o que aconteceu minha mãe se encheu daquilo né não tinha nada para dar os filhos aí às vezes a gente faz passa com uma fase difícil enfrenta parada difícil não a família poder ajudar então eu sempre quando era pequena vergonha sempre fui eu nasci com vergonha Então eu tinha minha madrinha né minha madrinha ela Maria você vem aqui caldeirãozinho de todo dia foi a sua comida só que a casa do meu pai era uma distância como que mora em campo no centro na casa da minha tia da minha madrinha era como no centro ali só que ela me falou embora eu já não eu ia lá não todo dia não tinha vergonha aí minha mãe eu era a única que não sabia comer feijão então é nesse dia que eu não ia buscar a comida lá o dia todo aí para matar nossa fome melancia melancia assim com farinha eu comia não sei porque que faria mas não veio homem comigo aí na comida né aí meu pai vem para o rico três meses minha mãe sabendo disso a minha mãe falava assim olha você eu vou para aí não tem condição de ficar aqui não para as crianças sozinha e era eu minha irmã Rute com José e eu e o Davi na barriga entendeu era três que vida na moral com a gente minha mãe não tinha para noite minha mãe foi sabendo de escrever mas o telegrama chegava e minha tia sabia ler minha tia sabia ler mas escrevendo sabia ler mas escrevendo não aliás ela sabia escrever mais nele ela não sabia isso aí é o contrário é difícil né mas ela sabia escrever mas ela não é minha mãe guardou né tinha mandado né mas enquanto escreveu escrevendo para ele minha mãe já tinha vendido as coisas todinha dentro de casa direitinho tem filho né ficou doente eu não era aquela coisa mais mas a casa da minha mãe quando o pai dela gostava de fazer móveis eram 10 filhos que a mãe dela teve quando o pai dela recebe o telegrama aí chegou no ouvido da mãe dela Laís a família dela nem sabia que eles iam viajar e do dia para noite venderam tudo aí foi aquele falatório aquele bate-papo fulano está vendendo isso fulano está vendendo aquilo aí chegou no ouvido da tia dela e a tia dela chegou em casa chamava a mãe dela de lá e você é doida vai para lá para um lugar que você nem conhece você nem sabe como está a situação lá do Félix Você é maluca de ir para lá fica aqui com a gente mesmo mesmo passando falta fica com a gente mesmo você não tem que ir não a mãe dela disse eu vou sim e bateu o pé dizendo que ia ninguém me tira da cabeça eu vou para atrás dele sim eu vou e bateu o pé e foi para o Rio de Janeiro a tia dela viu que realmente não tinha jeito dizendo para a mãe dela que não era para ir mas ela era teimosa aí viram que não ia fazer ela mudar de ideia então todos se juntaram e fizeram um frango assado fizeram comida que dava para três dias porque eram três dias de viagem e precisava ter bastante coisa para comer para eles poder aguentar a viagem porque eles não tinham dinheiro só tinham dinheiro a conta da viagem aí fizeram aquela comilança muita comida colocaram na lata e eles levaram na lata era um tal de carne com farinha para cá carne de farinha para lá só por um dia comeram comida de gente arroz era só no final de semana na casa de pobre era igual o dela na casa da tia dela tinha arroz macarrão todos os dias só na casa de pobre que não tinha aí ela e a mãe dela e seus irmãos pegaram o ônibus quando o ônibus parou na rodoviária Ela viu o pai dela no meio daquela multidão de pessoas aí ela falou mãe olha lá é o papai a mãe dela onde está seu pai olha lá mãe ele tá ali e ela avistou ele de longe a mãe dela não consegui não conseguiu ver mas ela viu a mãe dela falou você é doida não tem ninguém ali aí quando ele desceram do ônibus Maria foi correndo para encontrar com seu pai e sua mãe disse é mesmo você tinha visto mesmo seu pai o pai dela então coçou a cabeça tipo pensando o que eu vou fazer com esse povo todo aí eles pegaram o ônibus e foi parar lá no morro do sereno na Penha quando chegaram lá no morro do sereno o pai dela levou eles para a igreja ele morava em alojamento não tinha casa sua mãe pegou ele de surpresa então o pai dela levou eles para igreja e eles assistiram o culto todinho quando o culto terminou todo mundo saiu só ficou o pastor e a mulher do pastor aí eles vieram cumprimentar o pai dela e ele perguntou quem são eles o pai dela que chamava Félix respondeu esses são minha família pastor eles vieram lá do norte e eu não sei onde vou pastor falou não se preocupa não nós vamos arrumar um lugar pastor levou eles para uma casa num barracão de tava dava para ver as pessoas passando para o lado de fora correndo para lá e para cá ela não morro na favela um outro dia a irmã Francisca que era esposa do pastor fez um panelão de sopa e levou para eles comer dona Maria falou que sopa gostosa e até hoje ela fala que nunca comeu uma sopa tão gostosa igual aquela daquele dia o Félix no outro dia falou Maria vai lá na padaria comprar pão para a gente comer dona Maria saiu correndo para ir comprar o pão e não percebeu a balanceira caiu pela barranceira abaixo lá no norte era tudo baixo mas no Rio de Janeiro era cheio de morro Então ela caiu enrolou lá embaixo Mas ela levantou e tava ficou toda ralada e machucada aí ela foi chegou na padaria ela falou moço me dá bolacha aí o moço da padaria respondeu o quê minha filha o que você quer dona Maria respondeu quero três bolachas quer dizer eu quero cinco bolacha e um pão que na verdade era aquela bisnaga comprida o moço da padaria falou você quer levar uma bolacha filha falou brincando a Maria respondeu quero moço quero levar a bolacha o moço da padaria falou minha filha se eu te der uma bolacha você vai cair daí nem vai conseguir levantar isso se eu te der só uma bolacha imagine mais quatro falou brincando a Maria moço é essa bolacha aqui e apontou para qual ela estava querendo o moço da padaria falou ah é esse aí ele falou o nome só que ela esqueceu era um biscoito que parecia uma broa mas não era uma broa então Maria eu comprou o pão e levou para o seu pai tomar café com eles e chegando lá ela falou vai o senhor não fala direito as coisas aqui quase que fico por lá na padaria mesmo porque eu pedia a bolacha e o moço falou que bolacha era bolacha na cara e eu tive que apontar para ele saber o que que eu realmente estava querendo aí ele entendeu E falou Qual era o nome do biscoito que ele queria e assim Foi eles ficaram morando ali por seis meses e depois eles desceram para rua Fortaleza aí melhorou porque nessa rua era baixa e não era favela a mãe dela teve o Davi o seu irmãozinho lá dona Maria disse que era tão inocente que na época a mãe dela passando m*l para ganhar neném falou vai lá para fora que o avião vai trazer o bebê nisso o quintal era grande tinha pé de manga pé de fruta ela foi lá para fora e ficou olhando para cima para ver se vinha um bebê para ver de onde que ia sair o bebê Ah que a mãe dela sempre falava cegonha vai trazer o bebê aí daqui a pouco escutou o bebê chorando lá dentro terminou tudo a parteira lá ajeitou tudo arrumou o bebê arrumou tudo aí ela chamou eles para ver o bebê aí a Maria falou mãe e a cegonha fiquei olhando e a cegonha não trouxe o bebê a mãe dela falou é porque às vezes você estava lá entretido brincando na hora que eles vieram e trouxe o bebê aí você não viu mas eles
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