ANA Entrei no carro com um nó na garganta e uma sensação avassaladora de desconforto. Os dois seguranças que me cercavam não me davam espaço para qualquer ação, e a mulher elegante no banco de trás me encarava com um olhar crítico e inquisitivo. Não sabia o que esperar, mas sentia que algo muito sério estava prestes a acontecer. A mulher finalmente quebrou o silêncio, e sua voz soou com um ar de superioridade. — Você deve estar se perguntando quem eu sou, não é mesmo? Assenti com um aceno lento da cabeça, sentindo-me impotente e coagida. Ela continuou. — Sou a mãe de Eduardo Sawtelle. Fui eu quem pediu ao seu chefe para dispensá-la do hospital. O choque tomou conta de mim. Não conseguia acreditar no que estava ouvindo. Por que a mãe de Eduardo estava envolvida na minha demissão? E o

