ANA Sabia que precisava agir rapidamente e se preciso até mentir para Beatriz. Ao chegar no abrigo, Beatriz notou minha agitação. — Para onde você está indo? — perguntou Beatriz, preocupada com a pressa que eu demonstrava. A encarei, avaliando se deveria ou não compartilhar meus planos com ela. Finalmente, decidi que Beatriz merecia saber um pouco mais. — Vou voltar para o apartamento. Acredito que agora é seguro. Depois de revirarem tudo, tenho certeza de que viram que não há nada lá. Acho que não corro mais perigo — respondi, tentando soar confiante. Beatriz assentiu, compreendendo a urgência da situação. Ela imediatamente se ofereceu para me ajudar a recolher minhas coisas. Juntas, empacotamos minhas roupas e pertences pessoais. Apesar da tensão do momento, senti uma onda de grati

