Capítulo 4

1948 Palavras
Parecia que um carro tinha passado por cima da minha cabeça,meus olhos estão ardentes como se tivesse caído areia neles e minha b***a,minha doce lembrança da noite passada está dolorida. Com que cara eu vou olhar para Christian depois de tudo que ele disse e fez? Me levanto e vou ao banheiro. Nossa meu hálito está de matar! Tomo um banho quente e lavo meus cabelos,mesmo parecendo que as gotas de água são pedras caindo sobre a minha cabeça,escovo meus dentes e passo hidratante corporal na minha pele. Quase sem vestígios da noite de ontem. Quase. Saio do meu quarto e desço em direção a cozinha,meu coração quase pula para fora do peito quando o encontro encontro,e uma observação,ele está sem camisa. Ele bateu em você,ele amedrontou você, a última coisa que você deve fazer é achar ele gostoso. Mas ele é, e como é. Não sei onde enfio minha cara,minha mãe está concentrada no tablet e ele está a me olhar e eu só consigo olhar para seu peitoral,lindo e musculoso. Eu poderia o morder por inteiro e beija-lo como se minha vida dependesse disso. -Bom dia,Katy - disse Christian,a voz macia me fez morder os lábios e desviar o olhar -Bom dia. Vou a geladeira e pego a jarra do suco de laranja,ponho ela em cima do balcão e vou a pia pegar um copo. -Tem torradas,pães e frutas. -Obrigada Christian,mas eu vou tomar apenas o suco! Ele me lança um olhar,o olhar que vi em seus olhos ontem a noite,os mesmo olhos que me bateram. -Acho bom que você tome um café reforçado, é importante começar o dia com energia. Enguli em seco, a possibilidade de ele me bater de novo me provoca borboletas na barriga. Olho para minha mãe ela está entretida no tablet. Eu poderia contar a ela, poderia fazer um escândalo para que ele vá embora,eu posso fazer isso. -Nao,vou ficar só com o suco mesmo! - vou a porta que dá acesso ao quintal,saio da cozinha e me sento em uma cadeira de frete para a cerca do vizinho. Eu não sei se isso foi uma desobediência,mas sinceramente, quero ver até onde podemos ir. Eu não quero contar a ninguém,esse séria o nosso segredo, pelo menos até onde eu quiser. -Katy? - minha mãe me chama. Me levanto da cadeira e passo pela porta de acesso a cozinha. -Me chamou? -Sim, eu preciso que empacote as suas coisas,nós vamos nos mudar — o que? Tão rápido! Como isso aconteceu e do dia pra noite? -Oi? Como assim? Para onde vamos? -Para a minha casa. - a voz endurecida o fazer parecer estar com raiva. -Sua casa? Eu já devia saber,mas eu pensei que ele viria morar com a gente. -Quando vamos? -O caminhão estará aqui amanhã pela manhã,então tem que está tudo pronto para a mudança ainda hoje - disse minha mãe. - encare isso como uma coisa boa,afinal, é bom mudar um pouco. -Que seja, eu não tenho direito de opinar mesmo — bufei contra o copo de suco. -Olha a boca,mocinha! — ela me repreendeu. -Eu não posso ficar na casa da Sarah? A tia Elen não se importaria. - Não, não pode e me magoa saber que prefere a elas do que a própria mãe — ela choramingou. Eh, definitivamente ela não está tomando os remédios. -Se magoa? Você já me machucou tanto, e de tantas formas, eu tenho cicatrizes mãe e não é que eu as prefira, mas elas nunca me machucariam como você me machucou! Eu só quero deixar que vocês vivam em paz, e eu quero isso pra mim também — tentei explicar. -Nao a escute Christian, ela é ingrata e egoísta de mais para ver os próprios erros — ela sibilou. Como ela pode falar isso?! Eu sou filha dela caramba! Tenho queimaduras que comprovam o quão ela me castigava por ultrapassar os limites malucos que ela criava quando estava em surto. Nossa, como eu queria que as coisas melhorassem. Não quero que vejam,não quero que escutem. Meu soluço,minhas lágrimas. Por que eu não mereço um pouco de felicidade? Uma batida na porta do meu quarto me alarma. -Sou eu - a voz de Christian atravessa a porta branca quase com um sussurro. - me deixa entrar. Eu não quero levantar da cama,eu não quero que ele me veja assim. -Por favor Katy! — poucos segundo se passaram — Abri a merda da porta! Me levanto irada, e com toda a coragem abro a porta e o encaro seriamente. -Foge daqui enquanto ainda pode! — volto para minha cama,para debaixo dos lençóis. O peso do corpo de Christian faz a cama afundar ao meu lado. -O que quer? — perguntei baixinho. -Sua mãe saiu,foi trabalhar. Me sento na cama e encaro seu oceano particular. Lindos, muito lindos, pesar de estarem tão escuros e sombrios. -Como você se apaixonou por alguém como ela? Você sabe dos remédios? - ele confirma em um balançar sutil de cabeça. - Você é louco, só pode ser. — Talvez eu seja — ele suspirou — O que eu fiz ontem...não lhe trás boas lembranças não é? -Não relacionei o que você fez ontem com o que ela me fez. Ele ficou em silêncio durante alguns minutos e eu deixei que aquele vazio em meu peito diminuísse. Não ia me fazer bem alimentar tanta raiva de uma pessoa que eu gosto muito, apesar de tudo. -Eu não sei como lidar com isso — ele falou baixinho. -Lidar com o que? Com a minha mãe? -Nao, — ele olhou dos meus olhos a minha boca — ficar perto de você e não poder fazer nada. Engoli em seco. Meu coração perde totalmente o ritmo de tão rápido que está batendo. -É errado, Christian. -Eu sei, eu sei. E sei que não quer trair a sua mãe. -Por que você quer trair? Você vai casar com ela! Isso é loucura! — Ah, casamento — ele passa as mãos nos cabelos — não se importe com isso. — Mas eu me importo sim! É da minha mãe que estamos falando e eu não quero fazer isso com ela — apesar de estar realmente mexida agora com ele tão perto de mim. — Desculpe por isso, — ele tentou sorrir — eu devo assutar você um pouco. - Você me dá medo. - me da um t***o do caramba. -É mesmo? Sua mão vai ao meu cabelo o retirado do rosto,desce para o meu pescoço em um movimento leve, ele me puxa para ele e me beija. Seus lábios estão nos meus e sua língua pede passagem. Eu não posso retribuir. Seja forte! -Vamos Katy, quero sentir o seu gosto — ele falou, desejo banhado na voz. Ele reivindica meus lábios e eu cedo ao seu pedido. Em um beijo lento eu me perco,suas mãos passeiam pelas minhas costas me mantendo a ele. Com minhas mãos eu puxo seu cabelo n***o com os dedos, mordisco seu lábio inferior e retorno a beija-lo. Sinto meu peito apertar e meus pulmões reclamarem pela falta de ar,me afasto dos seus lábios e puxo o ar para dentro dos meus pulmões. - Você foi pega na mentira, querida Katy. -Isso foi... -Bom. Foi muito bom. - ele me puxa para perto dele e sua cabeça se aproxima do meu pescoço, ele deposita um beijo e uma leve mordida e como é bom, ah - eu não esqueci o que aconteceu essa manhã. - ele beija meu pescoço e depois do arrepio veio a dor de uma forte mordida, os dentes cravados em minha pele. - Christian! Ele solta meu pescoço e me encara em seguida. Os olhos dele brilham, como um céu iluminado por estrelas. Então, é isso. Ele gosta de me causar dor. Isso é tão estranho e perigoso. Mas, terrivelmente hipnotizante. -Eu peguei leve com você,mas na próxima,você não vai conseguir sentar — ele mecheu nas minhas mechas castanhas. - O que você quer de mim Christian? -Quero que me obedeça, para que eu possa protegê -la. -Me proteger? -So faça o que eu mando, que eu não precisarei puni -la -Por que gosta de me machucar? Isso não é saudável e é terrível — mordi o lábio inferior nervosa — , o que te faz fazer isso? -É uma necessidade,eu acho. -Necessidade? Ele parece incomodado, acho que ele não gosta dessa versão dele, como se fosse um demônio a qual ele tem que conviver. - Todos nós temos fetiches,sempre fui assim,e não ache que meus pais não me colocaram na terapia,eu já me senti muito m*l por isso, mas é parte de mim,não é todas que me provocam isso,não sei o por que mas eu já nasci assim, mas — ele passou as mãos nos cabelos — não pedi para desejar isso com você, vai por mim, é a última coisa que eu queria agora. Então é algo irracional e animalesco que o faz fazer isso. Um instinto primitivo que deseja me bater,de me submeter nem que seja a força. - Você sempre foi assim? — ele assentiu — Me conta sobre você. -É uma história triste de mais e eu só quero vê- lá chorar depois das minhas palmadas — ele piscou um olho e eu amoleci. Porque eu sinto isso? Esse sentimento estranho que me faz ir até ele mesmo sendo perigoso e errado? Dizem que o proíbido é mais gostoso, talvez seja de fato. -Você sente prazer,em bater? -Agora, bater em você é o que mais desejo,mas não se preocupe, não é como se eu fosse te deixar de olho roxo ou machucada de verdade, está mais para um prazer vinculado a dor — ele explicou. - Minha b***a está dolorida,cadê o prazer nisso? -Mas você queria mais ,não queria? - ele se inclina levemente e em minha direção. - afinal...você me desobedeceu essa manhã — minha garganta secou instintivamente. — Queria saber o que faria, estava curiosa eu acho — mordi o lábio novamente — , provavelmente sou tão maluca quanto você, pessoas normais gritariam e te denunciariam. — E porque não faz? — Não sei, — levantei o olhar até ele — talvez eu seja apenas curiosa, ou i****a de mais para não o fazer. — Não acho que seja i****a — ele falou baixinho. — Curiosa então, e talvez — me inclinei e selei o lábios dele rapidamente — tão maluca quanto você. Christian sorriu. — Pode sair do meu quarto? Eu tenho que empacotar tudo. -Sim, vou deixar você fazer o que tem que fazer — ele se levanta da cama e segue até a porta. — Agradeço sua compreensão,Sr.Ferrari. - o provoquei . -Quer me enlouquecer é isso? — ele sorriu, um sorriso malicioso que nunca vi, mas me encantei no estante em que ele o fez — Sabe o que é ficar com o p*u duro e não poder ter o que quer?! Deixo minha maliciosidade tomar controle,e talvez mais tarde eu me arrependa,mas agora eu só quero continuar e saber o que ele faria a seguir. — Que bom saber que te afeto desse jeito - me levanto da cama e vou até ele. — Ate mais...- digo suavemente o empurrando levemente para fora do quarto - Sr.Ferrari — falei maliciosamente, minha voz macia e sedutora. Fecho a porta trancando ela. Suas mãos ferozes batem contra ela. -Abre a porta, Katherine! -Sr.Ferrari,não vou poder fazer o que eu quero com a porta aberta — eu segurei a risada apertando os lábios com força. -Katherine Cooper! Depois de um tempo ele saiu resmungando palavrões e eu caí na gargalhada. Meu querido Christian,não sabia das sombras que te rodeiam,que bom que elas são parecidas com as minhas.
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