— Eu só chamei ele, só isso. Eu posso… não é, Nicolas? pergunto, meio insegura. Nicolas respira fundo, ajustando o casaco como quem sempre carrega responsabilidade demais. — Sim. ele responde. — As suas folgas serão nos fins de semana. Então você pode fazer o que quiser. — Obrigada… murmuro, e volto para o meu quarto. O corredor está silencioso, mas assim que giro a maçaneta, ouço a melodia triste vindo da ala oeste da mansão. Peter. O piano dele é sempre assim… melancólico, profundo, como se cada nota estivesse chorando por alguma coisa que ele nunca conta. Aquela música entra em mim como um vento gelado, delicado e cheio de dor antiga. Abro a porta do quarto. E na mesma hora escuto uma batida suave na janela. Tok… tok. A coruja branca voltou. Sorrio sem perceber. — Oi
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