CAPITULO QUATRO

1442 Palavras
— Claro que estou. Você pode usar quando quiser. Ela estava respirando pesadamente enquanto olhava para fora. Eu agarrei o seu braço e a puxei para me seguir. Fiquei muito surpreso com o quão quieta ela estava. Mostrei a ela meu quarto e notei uma pequena carranca. Fiquei intrigado com o silêncio dela, ele apenas me seguiu e observou tudo, meticulosamente. — É aqui que passo mais tempo. É o meu escritório, eu trabalho em casa, então se você tiver algum problema eu estarei aqui para ajudá-la. Ela assentiu enquanto continuava a olhar para tudo cheia de curiosidade. Ela sentou-se no sofá enquanto eu trazia cafés da cozinha. Me sentei ao lado dela e expliquei em que consistia o trabalho. Eu havia impresso a coisa mais importante em uma folha para que pudesse levá-la consigo e pensar com cuidado. OBRIGAÇÕES. -Arrumação de casa. -Comidas. -O horário de trabalho será de sua escolha, mas você terá que leve em consideração os horários do café da manhã, almoço... -Você vai ter que dormir todos os dias em casa. -No sábado você pode sair às nove até domingo no mesmo horário. -Vou pagar 1000 euros/ mês. -1 mês de férias. -40 horas de trabalho por semana. Acho que o mais importante está aí. Se você tiver alguma dúvida, posso esclarecer para você agora. Ela ainda estava pensativa. — Não tenho nenhuma. Seu rosto de repente voltou ao que era, sorrindo. — Espero que não se importe, mas... notei que você trabalhou em muitas coisas. Qual é o seu ofício, realmente? Seus olhos ficaram ainda mais neg*ros. — Não tenho ofício exato, porque parei de estudar quando minha mãe morreu. Eu estremeci. — Sinto muito. Meus pais também morreram quando eu era pequeno. Por alguns segundos ficamos pensativos. — Não se preocupe, eu aprendi a lidar com isso. Mas isso me fez viver a vida um pouco louca, viajei muito e tenho trabalhado no que eu quero. Uma das coisas pelas quais quero trabalhar aqui é conseguir dinheiro para comprar um carro novo para circular pela Espanha. Senti uma pontada no coração ao ouvir essas palavras. Ela era o oposto de mim e poderia acabar me dando problemas, mas isso não a impedia de me chamar a atenção. — Bom, então... vou embora, tenho que trabalhar hoje à noite. Quando decidir algo, me avise. — Claro claro. Eu poderia ter ficado conversando com ela por horas. Nós nos levantamos e nos dirigimos para a porta da casa até que ela parou. — Bom... Posso te fazer uma pergunta?... Lenzo. Ela sorriu. — O que há atrás da porta com a fechadura? Ela deixou escapar. — Enzo, é Enzo. Eu sorri enquanto pensava no que responder a ela, então uma ideia me ocorreu. Aproximei-me pouco a pouco, cada vez mais sério, inconscientemente até ela colidir contra a parede, mas isso não me impediu de caminhar na sua direção, olhando em seus olhos. Adorei sua cara confusa e ela ficava olhando de um lado para o outro, inquieta, enquanto a expressão em seu rosto era cada vez mais nervosa. Ela estava começando a ficar com medo e por dentro queria rir. Coloquei a mão na parede na altura da cabeça dela enquanto não tirava o olhar de seus brilhantes olhos escuros. — Você assistiu Cinquenta Tons de Cinza? Eu sussurrei aos poucos me aproximando de seu rosto, tentando intimidá-la. Ela acenou com a cabeça sua respiração estava acelerada com o nervosismo. Eu coloquei minha outra mão do outro lado e olhei para ela novamente. Depois de alguns segundos observando-a sofrer um pouco, terminei. — Bem, não tem nada a ver com isso, não se preocupe. Eu me afastei e sorri. — Não foi engraçado. Ela suspirou pesadamente e colocou a mão no peito tentando se acalmar. — Cuidado com quem você brinca. Ela virou o rosto tentando parecer zangada, mas pelo espelho pude ver como ela estava sorrindo. — Bem, adeus. — Bye Bye. Tive uma sensação agridoce, uma parte de mim queria saber tudo sobre ela e outra parte achava que eu não deveria contratá-la. Ele era muito jovem e diferente de mim. Seu modo de vida não só não tinha nada a ver com o meu, como era totalmente incompatível. Ela era atraente demais para eu arriscar, mas não pude deixar de querer estar com ela. Comecei a pensar muito sobre isso na minha cabeça, então decidi correr um pouco na esteira para ver se isso clareava minhas ideias e pudesse fazer eu me sentir melhor. Mas depois de uma hora correndo e vendo que não melhorava, resolvi ligar para a Patrícia. ... Uma hora depois bateram na porta, era ela. — Olá, lindo, senti sua falta. E você, sentiu minha falta? Ela pulou em mim, envolvendo suas longas pernas em volta de mim e mordiscando meu pescoço. Ela sabia que eu não gostava de ser beijada na boca. — Você quer que eu te leve ao sétimo céu? Bem, decida sobre o que faremos hoje. Nós nos despimos antes que eu me sentasse no sofá. Ela era ótimo em brincar com a boca no meu corpo e galopar sobre mim com força e fúria. Eu estava atingindo o auge do prazer quando as imagens começaram a passar pela minha mente exausta. — Sam!! Era a última coisa em minha mente quando estava chegando ao ecstasy. — Que? Você disse Sam? Patrícia disse com a voz quebrada. Levantei-me atordoado e fui para o chuveiro, tinha que pensar. — Enzo!! Patricia gritou enquanto me observava sair. Depois de um banho. Saí de casa o mais reto que pude sem olhar para trás e antes de ligar o carro comecei a rir. Como ela pode ter feito isso comigo? Sam Eu ainda podia sentir meu coração batendo forte com o choque de ver o seu corpo se aproximar assim e ficar a apenas alguns centímetros de mim. Eu senti vontade de beijar ele, e senti o meu corpo ficando quente com as suas palavras. Gostei desse humor, havia química entre nós, o que significava que seria fácil trabalhar com ele. Talvez muito fácil. Não precisei pensar em nada, joguei o papel direto na lixeira quando cheguei em casa, só tinha que esperar que ele pensasse o mesmo que eu. Naquele dia resolvi usar um macacão preto sexy com uns saltos, esperava dar sorte e que o Enzo me chamasse para trabalhar porque definitivamente não gostava daquele trabalho. Por volta de uma da manhã o PUB estava cheio, tanto o mesas como a pista de dança. — Olá princesa. Uma voz familiar sussurrou em meu ouvido enquanto eu pegava uma garrafa da prateleira. — Oi Léo. O que você está fazendo no bar? Saia daqui antes que me coloque em apuros. No fundo eu adorava sentir o sussurro de suas palavras tão perto e o calor de suas mãos em meus quadris. Eu estava apaixonada por ele há cerca de dois anos, mas não era correspondida. Leo era o típico loiro de olhos azuis, bonito, sempre arrumado e cheirando a perfume. A sua maior virtude era não brincar com as mulheres, respeitava elas e muito, principalmente eu, que apesar de saber que gostava dele procurava sempre fazer com que eu me sentisse bem e se saía com uma menina fazia o possível para que eu não soubesse. — Você está linda hoje e... Eu também conheço Hugo. Você poderia ter me pedido ajuda também. Você não acha? Ele sabia que ela era louca por ele e às vezes me incomodava estar perto dele. — Sim, eu sei, mas não é mais necessário, estou prestes a conseguir um emprego que me interessa muito porque paga muito bem, só estou esperando a ligação. — E... posso saber do que se trata o trabalho? No fundo eu não queria contar para ele, achei que era um passo muito baixo, mas... eu soltei. — Empregada domestica na casa de um homem. Vou ganhar o suficiente para poder economizar e comprar um carro para fazer minha viagem. Seus olhos se abriram. — Samantha... Já lhe disse muitas vezes que você tem que tentar aproveitar ao máximo sua vida de outra maneira. Você pode estudar, você ainda é jovem e tem seu pai que te apoia. Você não acha que é hora de se acalmar um pouco? Eu sabia que ele queria o melhor para mim e ele realmente se importava, mas era a minha vida e eu faria o que quisesse com ela, como tinha feito até agora. — Leo, por favor, você sabe como eu sou. Eu o beijei assim que ele se moveu e meus lábios terminaram no canto da sua boca.
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