JÚLIA Apoio meus braços sobre o para peito da sacada e observo o morro, as luzes iluminando toda essa imensidão de casas de longe parece mais um monte de vagalume. Vapores e aviõezinhos pra lá e pra cá deixam as ruas e vielas um pouco movimentada mesmo já sendo 2:00hr da manhã, em algum lugar o som do forró toca alto me fazendo pensar que talvez seja lá que o Bruno esteja. Talvez lá com alguns amigos, ou então resolvendo problemas em algum canto do morro ou fora dele que seja. Mil opções vem na minha cabeça me fazendo acreditar que alguma delas seja verdade, mas eu sei bem que não é. As lágrimas inundam meus olhos e um imenso bolo se forma em minha garganta, pensar em tudo que passei nesses 16 anos ao lado do Bruno não é fácil. Mas a esperança de que dê certo sempre esteve ao meu lado

