ALANA CLIVE Ainda estamos jogados no sofá de uma das salas do corredor, completamente suados, ofegantes e bagunçados. Minhas pernas ainda estão entrelaçadas nas dele, meu corpo se encaixa no peito quente de Victor, e há um silêncio confortável que só vem depois de algo intenso. A taça de vinho esquecida sobre a mesa baixa reflete a luz suave que entra pela fresta da janela e eu fico imóvel aqui. O meu coração ainda está acelerado, mas é diferente do que já senti antes. Não é só desejo. É um contentamento estranho, profundo, como se meu corpo tivesse entendido finalmente o que é estar no lugar certo. E, pela primeira vez, eu me permito falar algo que tenho guardado há muito tempo. — Victor... — murmuro, deitada com o rosto colado ao peito dele. — Posso te confessar uma coisa? — Sempre

