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VICTOR SCHMITH Já se passou um mês e alguns dias desde aquele dia no hospital. Um mês desde que eu a vi deitada, pálida, machucada, entre a vida e a morte. E claro, pouco mais de um mês que perdemos o osso filho. Eu tive pouco tempo para digerir isso, porque me dediquei a ela. E não me arrependo. Mas, confesso, tem momentos que eu fraquejo comigo mesmo. Mas, tento não transparecer. Hoje, eu olho para a Alana e vejo outra mulher. Não porque ela tenha mudado por fora, mas porque ela carrega algo dentro dela que amadureceu com a dor. A cicatriz do ferimento já é apenas um detalhe, é só uma linha fina na pele que um dia abriu demais. Mas sei que por dentro, o processo de cicatrização ainda continua. Ela não voltou ao trabalho ainda. Insisti que esperasse, mesmo que os exames recentes te

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