A música continuava suave no salão. Luzes douradas refletiam nos cristais. Mas, para Emily, tudo parecia distante. Ela só sentia a mão dele na sua cintura. Firme. Presente. Diferente. Adrian não estava olhando ao redor. Não estava analisando investidores. Não estava calculando reputação. Estava olhando para ela. E isso era novo. — Você está me encarando. — ela murmurou. Ele não desviou. — Estou. O ar entre eles ficou denso. Carregado. Mas não agressivo. Ele a puxou levemente mais para perto. O corpo dela encaixando ao dele com naturalidade perigosa. — Você vai continuar aprendendo? — ela perguntou baixo. Ele inclinou o rosto. A voz quase rouca. — Depende do que você quer que eu aprenda. O coração dela bateu mais forte. — A não me tratar como cláusula. Silêncio. E

