Não contei para vocês, mas Enrico me raptou da casa da minha tia, eu fui lá para resolver alguns assuntos, e passar mais tempo com as meninas, quando estamos bem empolgadas lá conversando, o Enrico chega com a Prostiana em seu encalço, mas parece um grude do que namorada aff!
Até aí tudo bem, não paramos o que estávamos conversando quando Elise vem me chamar porque queria me mostrar algo. Fiquei sem entender, mas a segui.
Toda inocente fui, mas me deparei com Enrico em seu quarto, Elise sai me deixando lá, tentei sair, mas ele foi mais rápido me levando para o quarto dos seus pais, me trancando lá dentro junto a ele. Algo que foi novo para mim, ultimamente m*l nos falamos.
— Precisamos conversa Pietra! _ diz em tom de ordem, algo que não gosto quando me tratam assim, como se estivesse aprontado e irá receber uma bronca!
— Não temos nada para a conversa, agora me deixa sair! _ sei que meu coração bobo estar pedindo para que eu fiquei, mas sei que não será nada agradável essa conversa.
— Pietra, por favor só me escuta, e se depois você não quiser tocar mais nesse assunto, eu não iria insistir mais. Só me escuta e baixa essa guarda um pouco. _ fico imaginando o que poderia levar ele fazer isso...
— Enrico a sua namorada está lá fora, então não acho certo isso. Se ela imaginar que estamos aqui conversando será o show do século.
— Com Cristina eu me resolvo. Só espera aqui por favor!
— Ok!
Ele sai me deixando aqui no quarto, fico na dúvida, se continuo aqui ou aproveito o momento para ir embora...
Estou curiosa, pois quero saber o porquê dessa conversa, agora já que ele vem me evitando a tanto tempo. O que poderia ter mudado tanto?
Depois de alguns minutos ele vem trazendo minha bolsa, e diz que Cristina foi embora, o que para mim, é até assustador já que ela não desgruda dele nenhum minuto.
— Vamos sair, para um lugar que possamos conversar em paz. Vamos em seu carro, mas eu vou dirigindo!
— Até no meu carro você quer me dar ordens?
— Pietra, por favor colabora!
Apenas me calo, ou vamos ficar brigando o tempo todo, e não vamos conversar e minha curiosidade não será sanada.
Saímos e todos fingem que nem está nos vendo, como pode isso Brasil? É um complô coletivo é isso? Só pode!
Chegamos no meu carro, dou minha chave para ele poder nos guiar até onde ele planeja já que minha vontade no momento não conta...
É fico agoniada pelo fato do silêncio no carro, e minha curiosidade estar me deixa inquieta.
Não reconheço o caminho que ele estar me levando, como estar de noite não dar nem para ter uma ideia. meu celular começa a tocar, quando vou ver de quem se trata, ele pega meu celular e desliga. Que cara de p*u!
— Enrico! Você estar louco? _ Questiono já irritada pela sua ousadia.
— Sem celulares, Pietra! _Fala como se fosse algo natural
— Agora lascou tudo! Agora iremos ficar incomunicável? É se for um assunto urgente? Como irei saber?
— Tudo ficará bem, caso tenha urgência irei ficar sabendo. Tudo valerá a pena! Eu prometo! _Essa confissão me deixou muito a imaginar agora...
Mais um pouco na estrada estamos na BR, saímos em uma rua só de estrada de terra, dando uma boa paisagem natural do lugar, se me solta aqui estou ferrada nem sei por onde estamos e olhe que não estamos muito tempo na estrada...
Continuo quieta roendo minhas unhas, pela tamanha curiosidade...
Ele desce e abre um portão que dá acesso a uma garagem da casa, e eu fico só olhando ele se movendo com aquele ar de homão da p0rra…
Ele pede para que assuma o volante para entrar com o carro, faço o que ele pede assim que entre na casa é estilo americana, bem bonita vendo de fora, estaciono o carro e saio o espero fechar o portão. Ele vem e me guia
Dá-me passagem e sigo o caminho da entrada da casa.
— Agora pode me dizer o porquê desse surto, de me trazer para longe? _ falo em tom sério para que ele perceba a besteira que está fazendo.
— Eu preciso conversa com você a sós em paz, eu sei que se conversamos lá não teríamos muito tempo de paz.
— Você fala isso pela sua namorada, já que ela é uma psicopata maníaca que vive em cima de você! _ não deixo de lembrar o quanto ela é insuportável.
— Eu não quero falar sobre ela. E sim sobre você! Você estar ficando com Ítalo?
— Como? Sério Enrico que você me trouxe até aqui para me questionar sobre com quem eu estou saindo? _Não acredito que ele agora vai ficar com crise de ciúmes.
— Você é minha Pietra. _Até queria, mas não, falo em pensamento.
— Eu não sou de ninguém. Enrico você pensa que sou o quê? Um objeto? Que você pode ter o poder de manipular ou fazer o que deseja? Eu não sou e se estou saindo com ítalo isso não é da sua conta!
— Vou repetir, você é minha Pietra, só minha... irei acabar com Cristina irei ficar com você, só você que eu quero, que amo sem mesmo ter tocado em você...
A sua confissão me deixa desnorteada… Como assim largar a cobra? E então por que ainda estar com ela?
— Enrico, primeiro resolva a sua vida, depois veremos como fica entre mim e você! _Falo e já sigo para a porta pois preciso ir embora, mas ele não me permite puxando meu braço quando me viro me bato em seu corpo com tudo ele me toma com um beijo quente.........
— Enrico, isso não estar certo! _ falo pelo fio de voz, já que minha razão estar falando mais alto.
— Não pense tanto querida, sabemos que é isso que queremos..._ ele fala e volta a me beijar com mais intensidade, um beijo voraz que me deixa corpo mole e quente....
Duas semanas depois...
Depois do convite da Maya fiquei em estase, pois é um passo muito importante que é fazer parte do crescimento da pequena Olívia, tudo para mim ainda é novo, mas tenho certeza de que farei o meu melhor!
Soube que a Prostiana, fez um ‘show’ por sermos os padrinhos da pequena, até parece que Maya iria permitir ela perto da Olívia, nenhuma das meninas gostam dela, só as cumprimenta por educação mesmo, mais já falei para Maya que as meninas não precisam cumprimentar a cobra!
Sei que será um desafio e tanto porque teremos que estar muito próximos, algo que realmente eu não estava querendo porque sei que toda vez que olho eles dois junto meu coração fica ainda mais machucado.
O grande dia do batizado chegou, estava muito ansiosa.