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977 Palavras

Bruna Toda quinta-feira eu venho na casa do Jorge para poder tomar café com ele, porque senão aquele safado dá um jeito de fugir de mim. Ele sempre manda meu netinho lá para eu ver, mas ele mesmo que é bom, nada. Não bota a cara. Depois que a Sofia morreu, ele se fechou no mundinho dele, e se a gente deixar, ele se isola. Hoje o Coringa não veio junto comigo, mas ele geralmente vem também, né? Só que hoje ele tinha alguma coisa para resolver. Mas mesmo assim eu vim sozinha para poder dar uma olhada no meu filho. Cheguei saindo e entrando como sempre, viva por ele já nem fala nada, porque eles sabem que avisar o Morte para ele tentar me enrolar é inútil, que eu vou entrar do mesmo jeito. E quando eles falam que não vão entrar, eu olho para a cara de todo mundo e, na hora do pagamento, eles

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