— Cadê tua mãe? — perguntei, e ela apontou mais pra trás. Só que tinha muita gente e não dava pra ver. — Tá lá atrás. — Ah, tá. — sorrimos e ficamos conversando, rindo, dançando um pouco mais soltas agora, só nós duas. Tava muito bom curtir o pagode com ela ali do meu lado. Mas a sensação de estar sendo observada, vigiada, não passava de jeito nenhum. Olhei pra trás, por cima do ombro, disfarçando, fingindo ajeitar o cabelo. E o Iago estava lá. No mesmo lugar. Encostado na árvore, com um cigarro de maconha aceso agora entre os dedos, soltando a fumaça devagar pro alto, que sumia nas luzes da festa. Ele me encarava. Fixo. Sério. Aquele olhar de RX. Sorri pra ele e ele piscou pra mim. Um olho só e depois deu um sorrisinho mínimo, quase imperceptível, de canto de boca. Senti meu rosto

