Capítulo 9

1103 Palavras

O barulho da caneta riscava o papel, e o policial nem levantava muito o olho pra mim. Só ia perguntando e rabiscando o boletim de ocorrência. — Então… me conta de novo, do começo. O senhor tava aqui dentro da clínica fazendo o quê? Cruzei os braços, o Arturo pendurado no meu ombro. — Consulta. Trouxe o macaco. — respondi seco. — Tava dentro da sala quando o moleque entrou. Já veio de arma na mão, mirando na doutora. Tava nervoso, xingando a mina e puxando o cabelo dela. O policial levantou o olhar, arqueando a sobrancelha. — E você… o herói aqui… ficou invisível o tempo todo? — soltou com ironia. — O cara não te viu, não te notou, não virou pra você em nenhum momento? Dei de ombros. — Assim que ele entrou, levantei a mão. Fiquei na minha, perto da porta. Sei lá. Talvez o moleque tav

Leitura gratuita para novos usuários
Digitalize para baixar o aplicativo
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Escritor
  • chap_listÍndice
  • likeADICIONAR