Capítulo 72

1069 Palavras

Ele deve ter sentido minha resistência, porque sua mão se moveu para o meu queixo. Com uma pressão firme, mas sem me machucar, e então virou meu rosto para encará-lo. Eu não tive escolha a não ser olhar em seus olhos. Eram claros, intensos, e estavam perto demais. Corre. Corre. Corre. Foge Fernanda. Por favor, Foge. Meu pensamento era uma súplica silenciosa. Ele umedeceu os próprios lábios. O olhar dele desceu para a minha boca e depois voltou para os meus olhos. — Fernanda... — A voz dele era um trovão baixo. — Eu tô maluco pra beijar essa tua boca. — aquilo foi a faísca. E o feitiço quebrou. Num rompante de pânico e desespero, eu afastei a mão dele do meu rosto com um gesto brusco. — Me respeita! — Minha voz saiu trêmula, mas firme. — Me respeita, por favor! Além de eu ser uma m

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