Rei Narrando Putä que pariu… a mente tava virada no gira-gira, parecendo que tinha rodado no tambor de máquina de lavar. Minha cabeça pesava mais que culpa de traíra, visão embaçada, corpo todo moído. Lembro que meti o pé do morro putø da vida, voado, rasgando no asfalto como se o mundo fosse meu. As luzes da cidade batendo na cara, os farol dos carro vindo de frente me cegando, e eu fechava o olho tentando focar, mas era o motor da nave roncando alto e meu coração batendo mais rápido que rádio na troca. A raiva tava gritando dentro de mim, parecia furacão batendo no peitø, tsunami de pensamento doido. Parti pra praia, parei num quiosque, virei tudo que era bebida — o que desceu suave e o que veio rasgando. Dei papo torto pra umas mina, troquei ideia com uns zé povinho que nem lembro a

