Pietra Narrando Fala serio… parecia que o mundo tinha parado. Só via meu vô vindo na direção do Bruno, putø, cego… parecia nem tá me vendo, nem ouvindo. Eu tentando falar, puxava o braço do Bruno, tentando ficar na frente dele. — Vô, calma… calma, não é assim… — eu falava, mas ele nem escutava. O Bruno também tentava, levantou a mão. — Miguel… na moral… calma aí… — Bruno falou encarando o meu avô. Só que o velho parecia surdo, só via os olhos dele fervendo de ódio, aquele jeito que eu conheço, quando ele fica fora de si. — Vô… escuta… por favor… — eu insisti, a voz já quase falhando, querendo chorar, mas firme. — ÔÔÔÔ! CHEGA, CARALHØ! — Rei meteu o berro no meio de geral, com aquela cara de que não tava aguentando O pagode parou, todo mundo ficou na contenção. O Bruno me segurou

