QUANDO DOIS MONSTROS SE RECONHECEM

1489 Palavras

Selena entrou devagar na sala antiga, o coração batendo tão alto que parecia ecoar nas paredes silenciosas. O ar estava parado, pesado, carregado de lembranças que não pertenciam a ela — mas que moldavam o homem sentado no chão. Dante ergueu o rosto. O olhar dele era uma mistura devastadora de dor, incredulidade e algo que parecia… rendição. — Você não devia estar aqui — ele disse, a voz quebrada demais para o homem que comandava um império inteiro. Selena deu um passo à frente. — Eu vim porque você não atendeu. Dante soltou um riso cansado, sem humor algum. — E quando eu não atendo, você invade meus fantasmas? — Eu invado você — ela corrigiu, firme. — Sempre que for necessário. Ele engoliu seco. Por um segundo inteiro, Dante Moreau pareceu não saber o que fazer com aquela frase

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