O DIA SEGUINTE NUNCA É IGUAL

1361 Palavras

A luz cinzenta da manhã entrou pelas frestas da janela, cortando o silêncio espesso da sala. Selena abriu os olhos devagar, sentindo o corpo inteiro dolorido — não por toque, mas por tensão. Adrenalina demais. Emoção demais. Verdade demais. Dante não estava ali. Claro que não estava. O espaço ao redor dela parecia vazio demais para conter a presença dele. Ela passou a mão pelos lábios, lembrando do beijo — da força, da urgência, da dor misturada com desejo. O beijo que nunca deveria ter acontecido. O beijo que mudou tudo. Ela se levantou devagar, cada movimento mais pesado do que deveria. Olhou ao redor. Nada de Dante. Nenhum som. Nenhum indício de onde ele estava. A ausência dele era tão forte quanto sua presença. Selena respirou fundo, arrumou o cabelo e caminhou até a p

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