Selena não dormiu mais. Depois do confronto, depois da frase cura ou ruína, o corpo simplesmente entrou em alerta. Ela ficou sentada na cama, os joelhos contra o peito, respirando devagar para não deixar o pânico tomar forma. Dante estava desconfiando. Muito. E rápido demais. Isso tornava tudo mais perigoso — mas, de algum modo inexplicável, tornava também impossível se afastar. Ela precisava recuar. Precisava manter distância. Mas quando se levantou e abriu a porta do quarto, Dante estava ali. Encostado na parede. Camisa social aberta no peito. Gravata solta. Olhos cinzentos fixos nela como se não tivesse piscado desde que saiu do quarto. Selena congelou. — Você ficou aqui? — ela perguntou, baixinho. — Você acha que eu conseguiria dormir? — ele devolveu. Ela não soube o q

