Os Fantasmas de Marte

1480 Palavras

A chuva não parava. Cada gota caía como se o céu tentasse apagar o rastro de fogo que Selena deixava pelas ruas de Marselha. O táxi cortava a cidade, faróis refletindo nas poças, o som do motor confundido com o do coração dela. Tudo doía: a lembrança, a dúvida, o nome — Dante Moreau. As palavras de Lucien martelavam sem descanso: “Ele assinou o contrato que o calou.” Era mentira. Tinha que ser. Mas a foto, o documento, a expressão congelada de Dante quando ela o confrontou... tudo gritava verdade. O telefone vibrou no banco ao lado. Um número desconhecido. Selena hesitou, depois atendeu. — Onde você está? — a voz dele era grave, contida. Dante. — Longe de você. — O que viu não é o que parece. — Você matou o meu irmão. — Não. Eu tentei salvá-lo. — Mentiroso. Houve um silê

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