Assustada, a garota de olhos azuis tentou se levantar, mas seu cobertor estava enrolado em sua perna, o que facilitou para ela cair no chão. Após o som ter ecoado pela residência, Karla aparece na porta para checar o que havia acontecido, porém, não havia dado tempo porque Hellany já estava de pé enquanto Sophie mantinha-se sentada sobre a cama.
— Que barulho foi esse? — Pergunta Karla olhando indiscretamente para Sophie que mantém-se olhando para o outro lado
Conhecendo Sophie, a ruiva sábia, que ela havia aprontado alguma coisa.
— Fui me levantar e não percebi que o coberto estava enrolado na minha perna, então acabei caindo no chão — Diz Hellany, esperando que sua tia acreditasse em sua quase verdade, tirando o fato que ela não ter dito sobre o susto levou
— Certo… Não se machucou né? — Pergunta Karla outra vez ainda com os olhos na direção de sua amiga — Como está seu braço?
— Ele tá bem melhor hoje
— Aprese-se o café está pronto
Após a ruiva ter dado o recado a mesma se retira deixando-as sozinha, Sophie se levanta indo até à garota deu um abraço em seguida saiu. Hellany sem entender nada sobre o porquê do abraço, então ela apenas seguiu sem se questionar, a jovem de cabelos dourado saiu indo para o banheiro, a seguir ela faz sua higiene matinal, logo depois toma um banho um pouco demorando.
Ao ter terminado ela retorna ao quarto, troca de roupa, seca o cabelo todo molhado, a seguir a mesma vai até à cozinha puxa a cadeira em seguida sentando-se na mesma. Hellany segue tomando seu café em silêncio imersa em pensamentos, mas foi tirada após Sophie a chamar.
— Cachinhos Dourados, quando você terminar, vá colocar sua roupa de treino e vamos dar um passeio — Diz a mulher de olhos esmeraldas com expressão elétrica
Encerrando-se o café, Hellany faz conforme o que a mulher de cabelos platinados havia dito, ela vai para o quarto, se troca e retorna a cozinha Karla lhe avisa que Sophie a espera do lado de fora, saindo da residência a garota observar a aeronave de Sophie. A nave era semelhante a um helicóptero modelo Sikorsky UH-60 que existiu a 19 anos atrás, esse modelo foi usado quando houve a primeira invasão dos Kaijus.
Sophie abriu a porta saindo do mesmo e indo até Hellany que apenas apreciava o tamanho da nave, apesar de ter espaço somente para duas pessoas, também havia um compartimento na parte da cauda onde ficavam as armas e a armadura que a mulher usava durante suas missões.
— Linda não é? — Pergunta Sophie tocando no ombro da garota
— É bem grande
— Esse era um helicóptero modelo Sikorsky UH-60 que passou por várias modificações ao longo do tempo
A aeronave tem uma cor preta, a parte da é meio achatada com um bico semelhante a de um golfinho, em baixo das asas tento da direita quanto esquerdo havia três turbina pequena. Sophie pega na mão de Hellany e a puxa levando-a em direção a nave, a seguir a mulher de olhos verdes abre a porta onde fica o assento do piloto e entra. A mesma faz um movimento com a cabeça para que a jovem entrasse pela outra porta da nave e assim ela fez.
— Coloca isso — Diz a mulher de cabelos platinados entregando-lhe um fone
— Para que serve isso? — Pergunta a jovem
— Para nos comunicarmos
Hellany coloca o fone e seguida o cinto de segurança enquanto Sophie ligava a nave, minutos depois a mesma levanta voo e ambas partem. Após um tempo sobrevoando sobre uma mata bem extensa, Sophie pousa em uma área totalmente limpa no meio da floresta.
— Onde estamos?
— Já você vai saber
Ambas saem da nave, Sophie caminha adentrando na mata e Hellany a seguiu após andar por alguns minutos ela chegam na ponta de uma grande pedra, a jovem fica impressionada ao olhar para uma cachoeira que havia lá embaixo.
— Lindo não é?
— Sim, com pode existir um lugar assim nessa terra? — Pergunta Hellany impressionada com a linda paisagem que estava presenciando
— Quem encontrou esse lugar foi a Karla durante uma missão de patrulhamento
— Você já fazia parte do exército. Quantos anos tinha na época?
— Tinha 15 anos, na época como havia tido a primeira invasão dos Kaijus e metade do exército havia sido aniquilado foi criado uma unidade especial para treinar adolescência como eu
— Nossa, deve ter sido muito incrível
— Incrível é… De 100 crianças da unidade que eu fazia parte, apenas 15 conseguiram sobreviver — Falou Sophie com uma expressão triste.
— Como assim!? — Pergunta Hellany um pouco confusa com o que Sophie havia dito
— Hoje em dia vocês têm facilidade para despertar seu gene, mais antes não era assim, nos tínhamos que passar por vários tipos de experimento — Enquanto Sophie falava sua expressão tristonha aumentava — Alguns até morria no processo. Outros não aguentava a carga neural ficará loucos no final dos 15 adolescente só 5 passará com sucesso no processo e eu fui um desses cinco.
— Então a tia Karla passou pelo mesmo processo?
— Não sei, quando fui designada para trabalhar com o grupo dela pensei que seria tratada igual a uma ferramenta elaborada apenas para combate, mas não ela me tratou normalmente
— O que quer dizer “Ferramenta elaborada para combate”
— Por causa disso
Sophie virou de costa para Hellany a seguir tirou sua blusa, a garota ficou chocada ao ver que sua espinha óssea havia sido substituída por uma feita de ferro.
— Meu Deus — Diz Hellany pasma com o que viu
— Lembra que você perguntou para eu usava aquele remédio do frasco verde?
— Sim, lembro
— Aquele remédio que me mantém viva até hoje, isso só aconteceu porque forcei demais levando meu corpo ao limite inúmeras vezes — Sophie solta um leve suspiro, a seguir coloca um sorriso no rosto com se nada tivesse acontecido, o que deixou Hellany surpresa — Certo… Proponho descermos.
Sophie pega na mão da garota e a guia pelo caminho até a cachoeira, chegando na mesma Sophie olha para a jovem de olhos azuis.
— Certo… É aqui que você treinará sua percepção.
— Mas não deu certo da última vez
— Hellany o que a Karla não te contou foi que para dominar a percepção você tem que desenvolver seus 7 sentidos
— Como assim!?
— Vou te dar uma breve introdução para que você entenda da maneira mais fácil, então preste bastante atenção
— Entendido
Hellany sentou-se em uma das grandes pedras que havia perto de onde ambas estava e mantém-se plácida apenas escutando a Sophia que explicava todo o conceito de percepção, após uns 15 minutos de explicação ambas começam se preparar para começar o treinamento.
— Começaremos com o primeiro sentido que é a visão, você poderia me seguir, tenho que te mostrar algo muito legal