Yasmin. . . .
-Já peguei tudo, se preparem.
Escuto passos apressados como uma correria. Levanto um
pouco a cabeça e vejo que liberaram as pessoas.
Essa é minha chance de sair daqui.
Levanto do chão ficando atrás da mesa, ia sair dali, mais
paro quando um dos assaltantes andava um pouco mais
atrás das pessoas.
Ele tira a touca preta e enfia na bolsa. Ele ia se misturar
com as pessoas para passar despercebido.
Inteligente. O cara parece perceber que alguém o
observava, pois seus olhos vem de encontro com os meus.
Os olhos dele esboçavam surpresa, ele não esperava que
eu vissem.
Gelo na hora, sinto meu coração acelerar cada vez mais
rápido.
E minha boca fcou até seca.
Estou totalmente fudida! Muito mesmo!
Ele faz um sinal com a mão e já pra alguém atrás de
mim, no momento seguinte, sinto duas mãos fortes me
agarrando.
Yasmin: Não, me solta, eu juro que não vou falar com
ninguém, eu jro. - Tentava falar, mas a mão do sujeito
sobre minha boca.
- Caladinha. - o sujeito fala - colabora comigo, moça.
Yasmin: Por favor, eu prometo que não falo. - consigo me
livrar de suas mãos e falo, mas logo sua mão retorna pra
minha boca novamente.
Eu estava nervosa.
Não acredito que vão me levar com eles.
- Eu sinto muito. - 0 cara fala.
Não entendi o que ele quis dizer mas passo a entender
quando ele coloca um pano no meu nariz.
Começo a me debater, mais o cheiro forte
do tecido me fez ficar mole e logo tudo ficou escuro.
(..)
Eu sentia tudo girar, uma forte tontura mne dominava.
Meus pulsos doíam muito, como se estivessem sido
apertados.
Abro os olhos com um pouco de dificuldade, quase não
conseguia enxergar tentando me acostumar com a Luz do
lugar.
Estou amarrada em uma cadeira. Me surpreendi quando
vejo o assaltante do banco, sentado na minha frente.
Sabe quando uma pessoa Sorrir pra você, porém esse
sorriso é totalmente piscopata? E assim que ele está
sorrindo para mim.
Ele segurava uma faca e alisava a barba.
Seus olhos são tão frios e sem cor.
A Liz amarela do lugar que estávamos, só deixava mais
assustador ainda.
Yasmin: onde estou? - Perguntei com medo.
Perigo: Em um lugar onde ninguém vai te encontrar,
Yasmin, - a voz dele é firme.
Como ele sabia meu nome?
Yasmin: como você sabe o meu nome? - Perguntei com a
vOZ trêmula.
- Yasmin Suzano, nasceu no México e tem vinte anos.
Estuda enfermagem, não tem os pais e é criada pela tia.
- Cara informação que ele falava sobre mim, é dita com
muita frieza. - sabe, você so tem um único problema, pelo
o que estou vendo. - ele continuava a falar.
Yasmin: E qual seria ele ? - Perguntei quase sem voz.
Perigo: Você viu demais e ouviu demais. - Ele levantou da
cadeira.
Ele era tô, cheio de tatuagens era moreno do cabelo liso e
escuro, um corpo bem em forma.
Ele seria bonito, se não fosse tão frio e bandido.
Ele vai me matar, com certeza.
Yasmin: por favor, não faz nada comigo, eu juro que fico
calada, eu não vi nada. - imploro deixando as lágrimas
escorrerem.
Ele passa a faca no rosto mas com leveza, só pra me assusta
Petigo: e oque te faz achar que eu vou acreditar ? - Ele fala.
Yasmin: não vou falar nada, por favor, me deixa ir embora.
Olhei nos olhos dele, tentando enxergar um pingo de
compaixão, mas não havia nada, ele não demostrava emoção alguma.
Ele desce a faca até minha barriga, olha nos meus nos com bastante intensidade, sua pupila dilata deixando seus olhos mais negros ainda.
Ele tem prazer em matar, é claro que ele não vai ter nenhuma compaixão.
Yasmin: Por favor, eu imploro. - Murmuro já me preparando. - eu imploro.
Perigo: Não sou Deus pra ter compaixão, gatinha. - Ele falou passando a faca na minha barriga lentamente .
Ele já me esfaquear, mas uma voz o fez para. Suspiro de alívio mesmo sabendo que logo estaria morta.
- Perigo.
Ele sai de perto de mim indo até um cara moreno, com
tatuagens no braço, ele era muito alto, mais era mais baixo que o perigo.
Então esse é o nome dele mesmo?
Tento ouvir oque eles falaram mas não conseguia, eles falavam baixo demais. . .