Noah
– Não Noah, por favor, nós precisamos conversar. – Verônica veio andando atrás de mim, assim que eu acabei de chegar ao apartamento, pois tinha levantado bem cedo para ir ao restaurante da praia do morro.
No dia anterior eu tinha deixado ela aqui, e voltado para o coquetel, mas quando eu retornei, parte da minha coleção de perfumes importados estavam quebrados, pois a louca tinha jogado tudo no chão, então eu a expulsei do quarto mandando ela ficar no de hóspedes, mas infelizmente ela não aceitou aquilo de bom grado, e ficou me perturbando a noite inteira pedindo desculpas, e também enchendo os meus ouvidos dizendo que não iria fazer mais. Resumindo: a mesma ceninha do qual eu já estava farto.
– Eu já disse que não tenho nada a conversar com você, Verônica. Então eu peço encarecidamente que me deixe em paz. - Tirei os sapatos logo após sentar no sofá.
– Sinto muito, lindinho, mas eu não vou te deixar em paz, até porque eu quero uma explicação pra tudo isso que está acontecendo.
Ela era doida ou o quê? Faz as suas merdas e agora se comporta de uma forma como se nada tivesse acontecido.
– E precisa, Verônica? – Acabei sendo um pouco ríspido. Mas nem liguei porque no fundo era isso mesmo que ela merecia. Um cara grosso e rude que botasse freio nela, e felizmente esse cara não sou eu.
– Claro que sim, Noah! Você me deixa em casa, e depois volta para lá sem mim, ainda mais com aquela v*******a que estava aos risos com a sua família. - Levantei de imediato do sofá e calcei novamente os sapatos.
– Chega! Pra mim já deu. Eu cansei. – Peguei as chaves do carro sobre a mesa, e caminhei até a porta.
– Está indo pra onde, Noah? – Perguntou com aquele jeito autoritário e arrogante que era bem típico dela.
– Vou sair pra não me aborrecer. – Passei a mão sobre a testa na intenção de secar um pouco do suor. – E não te interessa pra onde eu deixo de ir ou não, e outra, até o fim dessa semana que no caso é sábado, eu quero que você caia fora desse apartamento. – Falei de modo convincente.
– Mas fique sabendo, querido, que esse apartamento também é meu, portanto daqui eu não saio.
Fiquei por alguns segundos quieto, pois em um ponto ela tinha razão. Infelizmente na época eu fiz a burrada de ter comprado o apartamento meio a meio com ela.
– Não tem problema eu dou a sua parte, contanto que você caia fora daqui. – Fui bem claro e objetivo.
– Ah mais é claro, como eu não pensei nisso antes. – Debochou. – Você está me expulsando daqui pra trazer aquela p**a da sua amante que com certeza é aprovada pela sua família. - Me irritei ao ouvi-la falar aquilo.
– Meça bem as suas palavras antes de falar de qualquer amigo ou amiga minha. A Silvina é uma grande amiga, que me ajudou bastante quando eu vim para cá, se não fosse por ela que me deu cem reais na época, eu teria ficado dois dias sem comer absolutamente nada. Infelizmente você nunca vai saber o que é isso porque sempre foi uma filhinha de papai arrogante mimada e egoísta. – Cuspi as palavras de forma grosseira, e caminhei até a porta.
(...)
Na parte da tarde logo após eu retornar do restaurante de Meaípe, vi que ela não estava lá, e dei graças a Deus por isso porque agora eu poderia descansar um pouco para a noite eu sair, pois tinha um compromisso que era a inauguração do bar de um amigo meu que ficava em Vila velha, e pra pegar estrada à noite, eu teria que estar bem descansado já que parte dela estava toda esburacada, e isso não ajudava muito, depois de tirar um breve cochilo de quase trinta minutos eu acordei energizado e pronto pra outra, então eu levantei e fui tomar uma ducha, poderia ter ligado a banheira de hidromassagem pra relaxar? Sim, mas no momento eu estava com muita preguiça de fazer aquilo.
Após colocar uma roupa esportiva, eu dei uma leve secada no cabelo com a toalha, e passei o pente deixando ele um pouco para trás, e olhando para o espelho novamente vi que ele estava grande, então eu iria a um barbeiro conhecido, pois ele sabia certinho como apará-lo Pegando o meu rolex e colocando-o no braço esquerdo eu escutei o celular tocar, e ignorei a chamada assim que olhei o número da Verônica. O que essa mulher quer? Segundos depois ela me enviou dois áudios no w******p no qual ela dizia:
"Noah, se não atender essa m***a agora, amanhã mesmo eu entro com um processo contra você.''
Essa mulher estava completamente fora da casinha, só pode. Processar de quê? Se eu nunca agredi ela e muito menos fiz coisas piores que só aqueles homens chave de cadeia fazem, e não desejando m*l, mas Verônica tinha que arrumar um assim para ela ver o quanto seria bom... Só assim ela pararia de falar tanta besteira.
"Atende essa m***a, Noah! Preciso falar com você urgente.''
Urgente em quê? Só se for para me aborrecer como sempre ela faz.
''Verônica para de me ligar, ok? Pois eu não tenho mais nada para conversar contigo, acabou, entenda isso, eu não quero mais ficar casado com você, eu te dei várias chances, mas infelizmente você não quis aproveitar, agora só lamento, e tem mais, amanhã mesmo eu vou procurar um advogado para entrar com o pedido de divórcio.''
Enviei o áudio para ela que logo em seguida enviou outro dizendo:
"Não precisa Noah, pois eu mesma posso providenciar isso, e assim que tudo estiver pronto, eu levo os papéis para você assinar.''
Ela aceitou bem rápido, até demais para o meu gosto, aí tinha...
''Pode deixar Verônica que eu mesmo vou falar com um advogado amigo meu, e garanto que isso vai sair o mais rápido possível, já que também você chegou a conclusão de que isso é o melhor a se fazer, pois quando as coisas esfriam não adianta mais, e o nosso relacionamento aconteceu isso, ele foi se desgastando com o tempo, através das brigas e o seu excesso de ciúme doentio. Então é bem melhor que cada um siga o seu rumo.''
Enviei o áudio para ela que graças a Deus não respondeu, somente visualizou e pronto.
‘’Isso não vai ficar assim, Noah, você pode ter certeza que eu farei o possível para que você desista dessa loucura de querer se separar, se você fizer essa burrada, vai ver que nunca encontrará nenhuma mulher igual a mim.'' - Dessa vez ela mandou uma mensagem.
Verônica era bipolar, só pode, porque uma hora ela aceita a separação de boa, e na outra faz charminho para eu não fazer isso.
''Encontrarei até melhor, Verônica, e isso eu tenho certeza. Você está doente e precisa se tratar, e vou te dar um toque como um amigo, se você continuar assim nenhum homem vai querer ficar contigo, pois nenhum deles gostam de mulheres ciumentas ao extremo e principalmente inseguras como você.''
Também enviei uma mensagem vendo que ela tinha visualizado de imediato, e depois mandado outra que falava:
''Hahaha. Você é que pensa, querido, pois uma mulher rica, bonita, simpática, e que faz de tudo entre quatro paredes, tu nunca irá encontrar, lembre-se de uma coisa eu sempre vou ser inesquecível pra você, porque foi comigo que você conheceu os prazeres da vida, eu te ensinei e peguei você todo virgem imaculado e inexperiente, e transformei nesse homem gostoso em todos os sentidos, sem mim você não é nada, aprende isso.''
Me humilhou, e aquilo causou uma certa repulsa em mim ao lembrar que eu nunca tive envolvimento com nenhuma outra mulher a não ser ela.
Agora mais do que nunca seria uma boa hora para eu colocar em prática tudo que ela me ensinou durante esses oito anos em que ficamos casados, mas no momento eu ainda não estava com cabeça para isso, então eu vou esperar um tempo até que as coisas se resolvam, inclusive o divórcio, por isso decidi travar o celular, e não continuar respondendo às suas provocações, pois se eu desse corda isso duraria o dia inteiro.
(...)
Mais tarde logo após ficar 55 minutos na estrada a caminho de Vila velha, finalmente eu cheguei à inauguração do bar do Fábio, um amigo meu na praia de Camburi, então eu estacionei o carro na sua casa que ficava ao lado, e depois eu fui prestigiá-lo.
– Fala aí, Brown! – Ele me cumprimentou com um forte aperto de mãos, e em seguida me puxou para um abraço.
– E aí cara, parabéns pelo bar, ficou muito bom. – Elogiei olhando todo o ambiente que estava cheio de pessoas, inclusive muitas mulheres bonitas, que estavam me dando o maior mole.
Mas como eu não estou com cabeça para essas coisas eu só vou ficar um pouco pra prestigiar o meu amigo e depois vou dar uma passadinha no seu Antônio, dó espero que a Verônica não esteja lá porque senão eu vou embora.
– Fico feliz que tenha gostado, Noah. Eu coloquei umas mesas de sinucas ali naquele canto, e uma de pebolim no outro e uns três refrigeradores abastecido de cervejas e refrigerantes, mas é ai rapaz me conta como estão as coisas?
– Estão bem, inclusive eu tenho uma novidade pra te contar.
– Qual? – Ele franziu a testa parecendo curioso.
– Vou me separar da Verônica, e agora é definitivo.
– Sério isso, cara? Até que fim você tomou uma atitude em relação áquela mulher. Na boa eu não sei como você aguentava ela. Mano eu nunca vi uma mulher tão chata, e olha que o papai aqui já se relacionou com umas bem complicadas, mas nenhuma delas é igual a Verônica. – Debochou.
– Nenhuma mesmo Fabinho, a Verônica é insuportável, você acredita que ela ficou o dia todo enchendo meu saco? Hoje pela manhã, assim que cheguei do restaurante da praia do morro, e à tarde mandando vários áudios para mim, mas o último que ela me enviou, eu não dei muita importância e deixei pra lá porque senão iria procurar briga outra vez.
– Maior barra, cara. – Bateu de leve no meu ombro. – Mas não fica assim vamos tomar algumas pra relaxar, e pegar umas gatas para você curtir um pouco essa sua nova fase de solteiro.
– Relaxar sim, mas sem me envolver com ninguém, pois infelizmente eu ainda não tenho cabeça pra isso.
– Bom, pelo menos sobra mais gatas para mim.. – Brincou. – E por falar em mulheres, é sério mesmo que você só se relacionou com a Verônica?
– Sim, foi com ela que eu deixei de ser virgem, até porque quando eu a conheci tinha quinze anos. Na época eu era um moleque magricelo e desajeitado, aí nós tivemos a nossa primeira relação antes de eu pedi-la em namoro.
– Caraca! – Exclamou com um certo espanto. – Você ficou quase oito anos casado com a mesma mulher, e nunca a traiu?
– Exatamente Fabinho, antes eu tivesse feito isso, porque bem que ela merecia uns bons chifres, vou te dizer uma coisa, já tive várias oportunidades de trair a Verônica, mas eu não fiz devido a minha criação, eu sempre tive na mente de ser um homem igual ao meu pai, fiel a esposa e sempre dedicado, assim eu fiz com a Verônica, e ela não me valorizou hora nenhuma.
– Infelizmente é assim, meu amigo, as pessoas não nos valorizam enquanto há tempo, depois que perde, aí quer dar valor.
– É o caso da Verônica, que agora está querendo que eu volte atrás na minha decisão, mas eu não volto Fabinho, acabou.
– É isso aí, cara, mas vamos esquecer a Verônica e falar de coisas boas. E aí me conta como foi lá na inauguração do restaurante? Desculpa não ter ido, é que eu estava ocupado com algumas coisas para inauguração do bar.
– Que isso Fabinho, sem problemas, eu entendo.
Continuamos conversando por alguns minutos, e depois ele foi ao trabalho pois ele tinha que resolver algumas coisas lá dentro. Então eu fiquei no mesmo lugar que era perto do karaokê, tomando uma cerveja, e escutando algumas músicas sertanejas das quais eu amava, já que o sertanejo sempre foi o meu estilo musical preferido, principalmente os de raiz que eu escutava no radinho de pilha junto com o pai. Mais tarde, após beber três garrafinhas de cerveja, uma bela morena se aproximou da mesa ao qual eu estava sentado, e sem permissão, ela sentou na cadeira ao lado da minha, perguntando se eu queria alguma companhia para aquela noite? E mesmo meu cérebro querendo relutar contra aquilo, as minhas emoções queriam, principalmente os meus hormônios que gritaram para eu levá-la ao motel, e fodê-la a noite toda.
Chegando ao motel, eu comecei a beijá-la e também a acariciar todas as partes do seu corpo, inclusive a sua bela b***a que era um convite ao pecado. Então eu a joguei na cama e liberei todos os meus hormônios dentro dela quando gozei, sorte que eu tinha colocado a c*******a porque senão eu correria o risco de engravidar uma mulher desconhecida.
Agora de fato eu tinha experimentado uma mulher diferente da Verônica, e pra falar a verdade no fundo eu gostei disso.