Já não gostei

2547 Palavras
Noah Passei o restante da segunda e o início da terça feira, ansiando por mais da Lindy, já que essa morena estava me deixando enlouquecido com o seu jeito inocente e ao mesmo tempo atrevido de ser, pois eu jamais pensaria que por trás de toda a sua timidez e cautela, tinha uma loba que entrava em ação toda vez em que nós fazíamos s**o, foi assim no meu apartamento e na segunda quando transamos no escritório e também ontem quando peguei ela no sofá de quatro em cima da mesa, e até encostada na porta. Linndy era insaciável e eu adorava isso, pois o meu apetite s****l com ela nunca tinha fim, era tanto fogo que se deixasse nós faríamos s**o na frente dos outros antes de ter deixado ela em casa ontem, falei que hoje iria conversar com os seus pais ao nosso respeito, já que eu queria fazer a coisa certa, pois estava com a pretensão de levá-la a um lugar muito especial ainda essa semana, mas eu não podia dar esse passo por si só porque deixei tudo em suas mãos, e infelizmente teria que me conformar, e tentar me segurar para não apressar as coisas. Sei que às vezes sou precipitado e adoro pular etapas, mas eu faço isso porque carrego dentro de mim um conceito de que não podemos esperar por nada já que temos tão pouco tempo para isso, pois hoje eu estou aqui vivo falando e respirando, mas amanhã eu já não sei onde eu estarei e nem se viverei, por isso tenho esse conceito. Agora eu estou no carro em frente a sua casa, esperando ela atender, e também os seus pais que estavam à minha espera, só espero que o pai dela me aceite, e farei o possível para que isso aconteça explicando o real motivo de todas as minhas intenções com a sua filha, que são as melhores possíveis. - Olá, boa noite! - Um homem com o cabelo um pouco grisalho, apareceu no portão, e me encarou enquanto abria. - Apenas acenei com a cabeça, logo após ter saído do carro. - Boa noite, senhor... Como eu não sabia o seu nome, ele completou: - Renato. - Noah. - Apertei suas mãos firmemente assim que me aproximei dele. - Olá Noah, eu sou o pai da Lindsay. Ela falou de você comigo e também pra minha esposa. - Ele me encarou de cima a baixo como se estivesse me analisando, e depois voltou a me olhar nos olhos. - Você parece ser um homem já formado e bem mais velho que a Lindy. - Sim, eu tenho trinta anos, mas eu não quero brincar com a sua filha, e sim algo sério, como colocar uma aliança no dedo dela e levá-la ao altar. Novamente ele me encarou de cima a baixo, só que dessa vez mostrando uma feição mais amigável. - É isso aí rapaz, gostei de você. Entra aí, para que a minha esposa também o conheça. A Lindy está se arrumando, mas daqui a pouco ela aparece. Abriu passagem para que eu pudesse entrar, e assim eu fiz reparando na pequena varanda que tinha algumas plantas, inclusive duas samambaias penduradas. Após ele ter aberto a porta que dava acesso a parte interna da casa, eu comecei a olhar para cada detalhe da sala que tinha um sofá retrátil na cor cinza, e uma pequena estante com uma televisão de 32 polegadas, reconheci por ter uma exatamente igual no meu quarto. Desviei o olhar daquele espaço, olhando para a sua mãe, que certamente já tinha visto quando ela foi levar a Lindy no portão logo no primeiro dia em que vim aqui para buscá-la. - Olá, boa noite! - Sua mãe se aproximou e me cumprimentou de forma simpática. - Boa noite, dona... - Beatrice... - Completou apertando minha mão fortemente enquanto me encarava nos olhos. - Noah. - Eu já sei o seu nome. Você é o patrão da minha filha. - Exatamente. - A Lindy está se ajeitando, fica à vontade. Você aceita uma água, um café ou um suco? - Não, muito obrigado. Eu só vim mesmo para conversar com vocês sobre nós dois, e um pouco sobre mim, para que vocês me conheçam melhor. - Ok! Noah, eu vou lá dentro ver se a Lindy está pronta. Observei ela sair, enquanto eu aproveitei para sentar no sofá, e ver o pai da Lindy fazer o mesmo, quando sentou ao meu lado. - E aí Noah, então você trabalha no ramo alimentício? - Sim. Tenho quatro restaurantes em Guarapari, e duas lanchonetes aqui em Cachoeiro, mas eu não sou sozinho nisso tudo, tenho mais um sócio. - Ah sim... Eu sou representante da marca de alimentos da Selita. - Que legal! Fica aqui em Cachoeiro mesmo? - Sim, mas eu viajo pra outros lugares, tem vezes que até nos fins de semana, eu estou viajando, trabalho muito. - Riu. - Faz parte, eu também tenho trabalhado bastante, mas aqui é mais tranquilo, e também eu tenho dois gerentes para me auxiliar. - Compreendo… Então, a função da Lindy lá é qual mesmo? Ela me falou uma vez, mas eu esqueci.- Coçou a cabeça. - Garçonete. - Falei por fim, olhando para o lado do corredor, e me deparei com Lindy caminhando até a sala. Ela estava deslumbrante, com o vestido floral soltinho no corpo e marcando somente a sua cintura, os cabelos meio úmidos e para finalizar um lindo sorriso em seu rosto de boneca. - Boa noite, princesa! Me pus de pé só para cumprimentá-la, logo após ela ter se aproximado. - Tá muito bonita, filha. - Seu pai lhe disse. - Obrigada, pai! Agradeceu ao pai, e logo em seguida me deu um abraço, e após isso, eu segurei na sua mão, e a levei até os meus lábios. - Agora vamos conversar um pouco, para quebrar esse clima. - Sua mãe falou logo após aparecer na sala. - Vamos, Bea. - O seu pai disse batendo no sofá para a esposa sentar, enquanto Lindy e eu sentamos no outro, e entrelaçamos nossas mãos. - Então Noah, você me disse lá na frente, que quer algo sério com a nossa menina. Olha, vou te dizer uma coisa, essa menina vale ouro, se fizer alguma coisa que a magoe, eu te caço até no inferno, ouviu? Não estou brincando. A nossa menina teve um primeiro namoradinho, que sacaneou ela aqui em casa, eu só não dei uma surra no garoto e na moça que estava com ele porque ia dar r**m pro meu lado, mas se você pisar na bola com a Lindy, aí o caso é outro, porque você já é um homem feito, mas você não veio aqui para falarmos só disso, e sim se apresentar, nós queremos te conhecer melhor, e saber se as suas intenções com a nossa filha são verdadeiras. - Me encarou com o semblante totalmente sério. - Como falei para o senhor lá na frente, eu quero algo sério com a Lindy. Senti a sua mão apertar a minha, fortemente. Com certeza ela deveria estar cheia de medo do seu pai. - Que bom! Então o namoro de vocês vai ter horário e dias. Eu fiz isso com o Arthur quando ele veio aqui em casa pedir a Lindy em namoro, e vai ser a mesma coisa com você, rapaz. - Ok! Pode mandar. Eu prometo que vou fazer tudo direitinho. Desviei o olhar dele rapidamente olhando para a sua mãe, que parecia um pouco apreensiva - Primeiramente, você sabe que a Lindsay só tem dezoito anos? - Sei. - Bom, os dias serão todos às quartas e sextas e sábados, depois das sete, ok? - Sim, senhor. Fui concordando para ver até onde ele iria chegar com essas regras. Agora eu entendo todo aquele desespero da Lindy em relação ao seu pai, realmente o homem tinha a mente bem fechada. - Sem avançar o sinal, ok? Você sabe do que eu estou falando, eu sei que a Lindy não é mais mocinha, que acabou se perdendo com o Arthur, aqui em casa, que eu não sou bobo. - Agora ele encarou a filha com um olhar de repreensão. - Mas vamos estipular umas coisas, você estava muito largada na mão desse rapaz, mas agora, o negócio vai ser sério, vou ser bastante claro e objetivo com os dois, principalmente com o Noah. s**o só depois do casamento, antes disso, só beijo e nada mais. - Pai! O senhor não pode fazer isso! Até porque eu não sou mais virgem, e outra em que século o senhor pensa que estamos? Hoje em dia tudo isso é normal, as pessoas se relacionam dessa forma e está tudo bem. - Lindy rebateu. - Hoje em dia, as coisas estão largadas, isso sim, é por isso que você vê um monte de mulheres novas cheio de filhos, porque os pais não colocam limites, ou são até piores do que eles. - Eu discordo do senhor. Eu acho que hoje as mulheres têm mais liberdade no geral e o que tem uma mulher f********o antes do casamento? Pra mim isso não diminui o valor dela, o importante para mim é que ela seja uma pessoa companheira e amiga, é isso que importa. E tenho umas coisinhas pra falar para o senhor que eu ainda não falei, mas eu estou em processo de divórcio, eu já não vivo mais com a pessoa há quase quatro meses, mas fora isso está tudo certo. - Você é casado, rapaz? - Perguntou enquanto arqueava uma de suas sobrancelhas. - Não, eu fui. Hoje pode se dizer que é só no papel, mas já, já esse divórcio sai. Respirei fundo ao sentir a Lindy apertar minhas mãos novamente com a mesma força de antes. - Já não gostei. Filha, você está se envolvendo com um homem casado!? - Pai, ele não é casado há quatro meses, por favor para. Não proíbe o meu namoro com o Noah, senão eu fujo de casa, e outra, eu já tenho dezoito anos, não sou mais criança, e sim adulta. - Então é isso né, garotinha? Você acha que só porque tem dezoito anos, que pode tudo, que pode se envolver com um cara casado, e ter relações antes do casamento, essa geração de vocês está perdida. Não sou tão velho assim, mas eu posso dizer que fui educado de uma outra forma, mas tudo bem já que você disse que o Noah está em processo de divórcio eu vou acreditar, e fique sabendo que eu só vou liberar esse namoro, porque ele quer algo sério com você, porque do contrário ele nem passaria naquela porta. As palavras que saíram de sua boca, acabaram me ofendendo de uma certa forma. Nunca poderia imaginar que o pai da Lindy poderia ser grosseiro. - Renato, para com isso, você acabou sendo rude com o rapaz. Eu sei que você teve uma outra forma de educação, eu entendo porque também tive, mas os tempos são outros, já se passaram vinte anos, meu amor, as coisas mudam, tudo muda. Nós éramos jovens quando nos casamos, desta união veio a Lindy que está aí uma moça linda e que precisa da liberdade dela também, o que tem ela namorar com o rapaz, curtir um pouco, e ter relações com ele? É só ela se cuidar pra não pegar uma doença ou gravidez indesejada. Deixa a nossa filha seguir o caminho dela, e no que ela precisar nós estaremos aqui pronta a ajudá-la. - Obrigada mãe. Noah, você aceita uma água, um café ou um suco? - Virou um pouco do rosto para o lado só para me encarar. - Não, meu amor, muito obrigado. - Acariciei suas mãos com o polegar. - E desculpa pelo meu pai. Ele é assim mesmo, se ele soubesse que estamos apenas ficando ele iria pirar. - Falou em tom de sigilo para seus pais não escutarem. - Por enquanto, né? - Apertei a pontinha do seu nariz. Então o que você acha de nós fazermos alguma coisa agora? - Olhei para o relógio vendo que iria dar seis horas. - Bom, vai dar seis horas agora, então o que você sugere? - Ah, talvez no shopping. - Shopping é uma ótima ideia. Vamos aproveitar, já que sábado é o meu aniversário, aí não sei se eu vou ter tempo pra você. - Sério? Você não me disse! - Ficou surpresa. - Eu só não te falei porque eu realmente esqueci, mas agora você sabe que eu faço niver dia 26. - Vai ter festinha? - Perguntou com um certo entusiasmo. - Não sei, talvez a minha família faça algo, já que todos os anos eles costumam fazer alguma coisa, mas eu não sei como irá ser esse ano. - Entendi... Mas nós temos que comemorar, né? - Passou um dos seus braços ao redor da minha cintura e encostou a cabeça no meu ombro sobre os olhares do seu pai que acabou pigarreando. - Bom, vou deixar vocês conversarem. Fica a vontade Noah, e me desculpe qualquer coisa. - Sem problemas, o senhor está no seu direito de proteger a sua filha, mas pode ficar tranquilo que eu irei cuidar dela muito bem. - Assim espero, com licença. Observei ele caminhar até o corredor que provavelmente deveria dar acesso aos quartos da casa, e depois foi a vez da sua mãe se aproximar de nós dois e dizer: - Eu espero que dê tudo certo para os dois, você parece gostar muito da minha filha, e isso me deixa muito feliz. - Sorriu de forma simpática. - Realmente eu gosto muito da sua filha, ela é encantadora, e eu farei de tudo para fazê-la a mulher mais feliz desse mundo. - Falei enquanto olhava na sua imensidão castanha. - Vocês vão sair, ou irão ficar aqui? - Nós vamos sair um pouco, mas prometo que não iremos voltar tarde. - Espalmou uma de suas mãos no meu joelho. - Sim, prometo trazê-la cedinho. - Sua mãe passou a mão no meu ombro enquanto sorria. - Então está bom. Também observei sua mãe caminhando na mesma direção do corredor, provavelmente deveria ter ido conversar com o seu marido. - E aí o que você achou dos meus pais? - Eu vou ser muito sincero pra você. Gostei da sua mãe, ela pareceu ser uma pessoa bem agradável, mas o seu pai que foi um pouco rude. - Desculpa, eu sei que o papai às vezes extrapola em relação a mim, mas eu só peço que você não fique com bronca dele por conta disso. - Que isso, minha linda? De maneira alguma! Eu entendi o lado dele. - Sorri enquanto passava a mão na sua coxa. - Está linda com esse vestido, uma verdadeira gata, eu amei. Vermelho lhe cai muito bem, deveria usar mais vezes. - Eu sei. - Riu. - Já me falaram isso uma vez. - E eu posso saber quem foi a pessoa? - Levantei a sobrancelha de modo sugestivo. - Curioso você... Pode sim, foi o Arthur. - E ele tem razão, mas vamos falar de outras coisas, até porque isso faz parte do passado. - Ok! - Ela riu.
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