Que Garota Linda!

3992 Palavras
Noah Contatinhos e mais contatinhos. Passei quase três meses nessas de sair com algumas mulheres, apenas para uma noite e nada a mais. Então logo após ter saído da academia que ficava perto do prédio onde eu morava, eu fui para casa tomar uma ducha, já que eu iria sair com uma mina que eu conheci no tinder. Eu só esperava encontrar uma garota legal, pois estava à procura de uma mulher para que a Verônica parasse de encher o meu saco. E por falar nela, finalmente eu tinha procurado o Dalton, um advogado que era um amigo meu, desde os tempos da faculdade para entrar com o pedido de divórcio que infelizmente tinha sido arquivado, e também acabei recordando da época, e de tudo que vivi com os meus amigos: As festas e principalmente as viagens de férias das quais fizemos um mochilão por alguns países europeus - Como Amsterdã, Itália e por último a Polônia, pelo menos essa era a parte boa, tirando a Verônica que por infelicidade minha acabou me acompanhado na viagem, e estragou tudo com os seus excessos de ciúme doentio. - Olá, boa noite! Você que é o Noah? Uma moça muito estranha me cumprimentou, e foi logo sentando na cadeira da mesa de um bar do qual tínhamos marcado um encontro. Não que ela fosse f**a, mas parecia uma beata, e nada a ver com as fotos que ela colocou em seu perfil no tinder. - Boa noite! Você é Andreia? - Perguntei enquanto franzia as sobrancelhas estranhando totalmente aquela moça que estava diante de mim, pois não tinha nada a ver com a ruiva da foto. - Então Andreia, você está totalmente diferente da moça dessa foto. - Peguei o celular mostrando a foto do qual tinha salvado. - Por que você fez isso? Qual era a sua intenção? Me diz! Olhei bem em seus olhos, só para ver se ela não inventaria outra desculpa, já que essa tinha sido a gota d'água. - Bom, como eu não sou atraente, o suficiente a ponto de nenhum homem se interessar por mim, eu resolvi colocar a foto da minha prima já que acho ela linda. - Sorriu tímida, depois de ter ajeitado o seu óculos de grau. É, essa realmente tinha problemas com a sua autoestima. - E você achou certo o que fez? - Continuei encarando ela, que apenas balançou a cabeça negando. - Então, eu te peço desculpas por isso. - Ela parecia realmente arrependida do que fez, pois eu enxerguei isso em seu olhar. - Tudo bem, sem problemas. - Ela sorriu mostrando o metal do aparelho que tinha em sua boca. - Ah, graças a Deus! - Suspirou em alivio colocando a mão sobre o peito. - Que bom que vamos continuar com isso. Eu adoraria te conhecer melhor, Noah . Então isso é um sinal de que vamos adiante? Estou tão feliz por estar conhecendo um homem tão bonito como você. - Ela tocou na minha mão, e em seguida afastei, pois eu não queria dar falsas esperanças a essa pobre moça que já tinha começado bem m*l. - Eu agradeço pelo elogio, Andreia, mas infelizmente não vai dar para irmos adiante com isso, porque você mentiu para mim, e quando as coisas começam assim logo de início, não conseguem fluir bem, entendr? E de verdade, eu sinto muito por ter sido tão direto com você, mas eu não sou o tipo de cara que mente, e muito menos ilude ninguém, compreende? - Claro, eu entendo, sem problemas, e me desculpe por isso, mas eu adorei conhecê-lo. Você é um homem muito gentil e também educado, é uma pena que nós dois não possamos prorrogar isso. - Curvou os lábios um pouco para baixo, demonstrando o quanto tinha ficado triste. - Tirando a parte da mentira, eu também adorei conhecê-la, se não fosse por esse seu pequeno deslize, nós poderíamos tentar algo, porque eu te achei uma garota muito legal. - Ela sorriu em agradecimento, e depois levantou da cadeira se preparando para ir embora. - Tchau, foi um prazer conhecê-lo. - Ela disse logo após ajustar a bolsa em seu ombro. -Tchau Andreia! Eu digo o mesmo. - Sorri com os lábios fechados, logo após ter cumprimentado ela com um aperto de mãos, e após vê-la se afastar eu paguei a água que eu tinha pedido e em seguida voltei para o apê. Assim que entrei, e sentei no sofá, a campainha tocou. Quem será que estava tocando a campainha a essa altura da noite? Só espero que não seja a Verônica, porque se for eu nem irei atendê-la. Levantando do sofá e caminhando até a porta, eu acabei olhando para o relógio em meu pulso, vendo que iria dar dez horas. - Christóvão! - Exclamei surpreso logo após ter aberto a porta. - Fala aí, cara! - Nos cumprimentamos com um toque de mãos, e depois dei passagem para que ele entrasse no apartamento. - E qual é a boa para você ter vindo aqui em casa a essa hora da noite? - Perguntei enquanto caminhávamos até o sofá. - Não tem boa, é as mesmas coisas de sempre. - Ele pegou o celular do bolso e depois de mexer um pouco, travou colocando-o de volta no mesmo lugar. - E a Verônica está aí? - Ele olhou para o corredor com uma certa curiosidade. - O que você acha, Christóvão? - Perguntei a ele como se fosse óbvio, já que o próprio sabia perfeitamente bem que eu tinha me separado dela. - Na boa, os dois ficam me metendo nessa brigalhada, e sempre acaba sobrando para mim. - Nós dois uma vírgula... Eu não tenho culpa se a sua amiguinha não está aceitando a separação, pelo visto ela ainda não entendeu. Novamente ele pegou o celular e mexeu enquanto franzia as sobrancelhas. - O Pietro está perguntando que horas é para fechar o restaurante, e também perguntou se é para fechar no mesmo horário que os outros. - Sim, é no mesmo horário. - Respondi logo após ter esticado as pernas. - Vou falar com ele por mensagem. - Ele voltou a mexer no aparelho, enquanto eu encarei o teto de gesso, me lembrando do encontro de hoje. - Que cara de paisagem e essa, cara? - Ele perguntou logo após terminar de mexer no celular, pois de relance eu o observei. - Estou pensando no encontro de hoje! - Coloquei os braços atrás da cabeça enquanto apoiava ela no encosto do sofá. - Outro! - Exclamou surpreso. - Sim. - Respondi alongando os braços que já estavam começando a ficar dormentes, devido a posição. - Então, conte eu quero saber como foi. Contei tudo a ele, que começou a rir. - Desculpa cara, eu sei que o lance para você deve ter sido muito frustrante, mas foi muito engraçado. - Estou com a mesma sorte que você tinha para relacionamentos, quando ainda estávamos na faculdade. - Ri. - Cara nem me lembre, mas ainda bem que eu encontrei o Pietro, ele é um amor de pessoa, e me trata super bem. Acabei me lembrando de como eles se conheceram, e no fundo torci para que também acontecesse comigo, pois ambos tinham se conhecido na inauguração do nosso primeiro restaurante que foi o da praia do morro. Pietro tinha sido contratado para servir no coquetel, e Christóvão se encantou pelo rapaz logo de cara. Sorte dele. Mas infelizmente eu ainda não tive a oportunidade de conhecer uma funcionária que fosse jovem, já que a maioria das mulheres que trabalhavam nos restaurantes era acima dos quarenta. E no mínimo atraente aos meus olhos, e seria melhor ainda se ela tivesse todas as características que eu venho procurando em uma mulher durante esses três meses: Meiga, carinhosa, doce, engraçada, companheira, inteligente, sensível e o principal coisa da qual me deixaria louco: Um pouquinho de timidez. Ah se eu encontrar com uma dessas, eu me caso novamente. - Está pensando na morte da bezerra, Noah? Dissipei os pensamentos ao escutar a voz do Christóvão que acabou estalando os dedos, em frente aos meus olhos. - Não... Só estava pensando em algumas coisas aqui, não tão importantes. - Falei, e logo após levantei do sofá. - Desculpa não ter oferecido nada para você beber. Então aceita uma água, café, suco ou um uísque? - Um uísque por favor, com bastante gelo, capricha aí para o papai. Fui até o pequeno bar que tinha ali na sala, para pegar um pouco de uísque para servi-lo, e depois que entreguei o copo a ele, comecei a falar que iria viajar amanhã para visitar os meus pais, e também aproveitaria para dar uma passadinha nas duas lanchonetes de Cachoeiro. - Então você está pretendendo ficar por lá? Bom eu estou perguntando isso, porque tenho que desocupar o seu apê. - Não, eu só vou dar uma passada rápida nas duas lanchonetes, para dar uma palavrinha com o Jaime e o Guilherme, e depois vou para Guaçui visitar os meus pais. - Ah sim... Então ok, só vou terminar de tomar o uísque e deixa-lo descansar. - Ok, sem problemas. Se quiser pode dormir aqui cara, aí amanhã você vai no restaurante conversar com os fornecedores. Bom é que eu tenho uma reunião marcada com eles para as dez. - Pode deixar, nós trocamos amanhã. - Riu. - Só amanhã, depois eu volto para lá porque eu tenho que ver com o nosso arquiteto, as reformas que estou pensando em fazer na lanchonete do centro. Bom é que lá está ficando meio decaído. - Riu. Depois que ele terminou de tomar o uísque foi embora. Aproveitei que ele tinha ido, para resolver algumas coisas do trabalho, e também ligar para o Jaime e o Guilherme avisando que amanhã eu estaria lá para uma visita, já que a minha última ida lá tinha sido em 2019. (...) Levantei cedo como sempre, e antes de pegar estrada fui fazer a minha caminhada matinal pela orla da praia, até ser parado pela Verônica que infelizmente tive o desprazer de vê-la novamente, logo após me dar uns dias de folga. - Bom dia, Noah! - Ela tirou os óculos de sol, e em seguida me encarou de cima a baixo. O que essa mulher quer? Só espero que não seja encher o meu saco como ela sempre costuma fazer. - Bom dia, Verônica! O que você quer? - Cruzei os braços na altura do peito lhe encarando de forma seria. - Nossa! Quanta acidez! - Agrr! Eu odiava esse seu jeito irônico e debochado. - Uau! - Assobiou - Esse tempo em que estamos separados realmente te fez muito bem. Respirei fundo e contei mentalmente até cinco, pois eu estava me segurando para não agarrá-la pela goela e enforcar essa bicha até a morte. - Verônica, sai da minha frente, e pare de me infernizar, ok? Entenda de uma vez por todas que o nosso casamento acabou, e eu não quero saber de você! Cansei! - Empurrei ela para o lado, e continuei com a minha caminhada, mas infelizmente a desgraçada me seguiu e também gritou o meu nome feito uma louca. O que de fato ela era. - Noah! Volte aqui agora! - Ordenou. - Eu não terminei de falar com você, ouviu? Continuei ignorando aquela histérica, e atravessei a avenida indo direto para o meu prédio. (...) Já no meio da estrada a caminho de Cachoeiro, eu chequei o celular vendo que o meu whats estava cheio de mensagens dessa mulher, então eu fiz uma coisa que já deveria ter feito a bastante tempo, que era ter bloqueado esse infeliz para que ela parasse de me perturbar. Quando cheguei à cidade, vi que ela estava do mesmo jeito, e não tinha mudado absolutamente nada desde 2019. Continuava com as mesmas construções de casas antigas, e o mesmo calor infernal de sempre, e foi nesses momentos que eu senti saudade dos ventos gelados de Guarapari, mas também eu queria o quê, já que aqui a cidade ficava no meio das montanhas, e Guarapari era totalmente plana. Estacionei o carro em frente a lanchonete do bairro Gilberto Machado, e depois de descer do carro, eu cumprimentei as duas garçonetes que ali estavam, e logo em seguida, perguntei a uma senhora que aparentava ter mais de quarenta pelo Guilherme. - Eu acho que ele deve estar no escritório. -Respondeu de forma simpática, e depois me encarou com uma certa curiosidade. - Bom, desculpa, mas o que o senhor quer com ele? - Foi só ela perguntar para ele aparecer. - Noah! - Olá, Guilherme, boa tarde! - Cumprimentei ele com um aperto de mãos. - Até que fim você resolveu aparecer por aqui, o pessoal aqui sentiu a sua falta. Depois eu vou leva-lo para ver o Guga e a Mônica que estão ansiosos para te ver. - Ah que bom, daqui pouco eu falo com eles, mas por agora vamos conversar um pouco? - Claro! Segui ele até o escritório, e chegando lá nós começamos a conversar sobre algumas coisas da lanchonete, inclusive ele me disse que Jaime tinha falado com o próprio que a do centro estava bombando, já que o movimento lá era bem maior. - Ele estava falando comigo, que as meninas novas que ele contratou há pouco tempo são muito trabalhadoras. - Ele disse logo após colocar um pouco de água em nossos copos. - Isso é muito bom. Eu estou bastante feliz com o desempenho dos dois como gerente, e isso ai, partir pra cima e ir à luta, porque sem ela não chegamos em nenhum lugar. - Verdade. - Ele disse logo após beber um pouco de água. - Então Guilherme, eu vou lá na lanchonete do centro, pois eu estou doido para conhecer essas meninas. - Falei com um certo entusiasmo. - Ok! Tchau, Noah! - Cumprimentei ele logo após ter levantado da cadeira de ferro na qual eu estava sentado. (...) Assim que eu tinha acabado de estacionar o carro em frente da lanchonete do centro, eu desci do veículo, e antes de entrar, eu disparei o alarme travando todas as portas. Ao entrar eu encontrei uma garçonete de cabelos loiros, que logo se aproximou e me cumprimentou com um sorriso simpático. - Olá, boa tarde! Em que posso ajudá-lo? Logo me ofereceu o cardápio, mas eu recusei. - Não, moça, obrigada! - Agradeci. - O Jaime está? - Comprimi o lábio inferior, enquanto a encarava. Por hora eu a observei melhor, e vi que a moça era bem jovem, só espero que o Jaime não tenha contratado meninas menores de idade, porque senão poderia dar problema para nós, já que infelizmente não fazíamos parte do programa aprendiz legal. Depois eu iria ver isso. - Seu nome, por favor? - Diz a ele que é o Noah. - Claro, eu vou avisá-lo. - Ela fez menção de sair, mas eu a impedi. - Moça! - Oi. - Virou o seu corpo e me encarou novamente. - Vou fazer melhor, não avisa a ele, eu sei onde fica o escritório. Ele está lá? - Sim. - Ela continuou sorrindo. e eu vi um ponto positivo nisso, pois era de funcionários assim que a lanchonete precisava. - Noah! - De longe vi um baixinho careca e pouco barrigudo se aproximar de nós. - Boa tarde, Jaime! - Cumprimentei ele com um aperto de mãos. - Até que fim você resolveu aparecer por aqui. - Eu só não apareci antes porque estava sem tempo. - Olhei para o lado vendo que o movimento não estava tão bom. - Ah sim, mas e aí me conta como estão as coisas lá no restaurante da praia do morro? Saudades do pessoal de lá. - A Márcia está se saindo muito bem como gerente. - Que bom! Fico feliz e ao mesmo tempo muito orgulhoso por ter treinado ela, que graças a Deus está firme e forte. - Riu com um certo entusiasmo. - Sim, a Márcia tem feito um ótimo trabalho, e te substituiu muito bem, mas agora vamos para o escritório, que eu tenho uns assuntos pendentes para tratar com você. Observei ele olhar para a moça que ainda estava ali atenta a nossa conversa. - Larissa, cadê as outras? Não é possível que justo hoje quando o Noah resolve aparecer, essas duas somem para ficar de papinho. - Se irritou. - Larissa, vai procurar elas agora! - Ordenou.- Desculpa esse pequeno deslize, é que se der corda, essas duas somem. Mas não se preocupe que eu irei esclarecer algumas coisas com elas. - Bom, nesse ponto você não está errado, realmente não é certo que as duas sumam no horário de trabalho para ficarem de conversa. - Falei, e depois segui ele até a parte interna da lanchonete. Chegando no escritório, eu sentei na cadeira e nós começamos a conversar sobre tudo que envolvia a lanchonete, inclusive os lucros que a própria estava dando. - Beleza! Agora eu quero conhecer os funcionários. Vamos lá! Levantei me sentindo extremamente ansioso para conhecer essas garotas, já que o Jaime tinha falado muito bem delas. Logo após termos saído do escritório e caminhando até a recepção, a mesma moça loira do qual eu fui recebido se aproximou. - Larissa, faz um favor para mim. - Ela apenas assentiu. - Chama as meninas, e também a Clarissa, pois o patrão quer conhecer todos vocês. - Ok, Jaime! Mas agora resta saber onde as duas bonitas se enfiaram, porque elas não estão servindo as mesas, eu estou fazendo isso tudo sozinha. - Noah, eu vou lá fora caçar essas duas irresponsáveis, ok? Ah, e me desculpe fazer você passar por todo esse constrangimento. - Que isso Jaime, eu já estou acostumado a lidar com essas coisas. Tentei apaziguar a situação, e percebi que ele logo fechou o semblante, e seguiu a moça loira até a parte externa da lanchonete. Após ver ele sair, eu observei uma moça gordinha juntamente com o rapaz do caixa olharam para mim. Apenas acenei dando um sorriso com os lábios fechados, e depois vi que Jaime veio andando com a Larissa na minha direção. - E aí conseguiu achar as duas? - Perguntei com uma certa preocupação, já que pela sua cara deveria ter acontecido algo. - Infelizmente não. Mil desculpas, Noah. - Ele pareceu bastante envergonhado diante daquela situação. - Muito bonito, né moças? Como eu estava olhando para o lado de fora da lanchonete que agora só tinha um cliente comendo o seu hambúrguer tranquilamente, eu nem vi que duas meninas fujonas aparecerem ali, pois se não fosse pelo Jaime ter chamado a atenção delas, eu nem teria percebido. Então eu virei o pescoço, parando o meu olhar justamente na moreninha do cabelo liso, que estava ao lado da branquinha das mechas vermelhas, e p**a m***a! Que garota linda! Continuei ali analisando a menina, e vi o quanto ela se parecia como uma boneca, pois seu rosto tinha os traços completamente finos e delicados, juntamente com as maçãs do sua face que eram bem proeminentes, e para completar o maxilar bem desenhado, o que dava um aspecto totalmente feminino ao seu belo rosto, e quando os nossos olhares se encontraram, eu pude ver uma certa inocência neles, com uma pitada de atrevimento e também paixão, o que com certeza enlouqueceria qualquer homem que viesse a cruzar com ela, porque a garota era um espetáculo. - Desculpa Jaime, é que nós tivemos que ir à cozinha, pois aconteceu um pequeno acidente. E para finalizar a voz. Ah, que voz linda suave e doce. Perfeita para um sonoro gemido durante o ato, pois imagine só uma garota assim tão bonita como uma lua cheia totalmente brilhante e reluzente mostrando para um homem o verdadeiro paraíso, preciso parar antes que as coisas piorem, e eu acabe ficando um pouco animado aqui diante de todos. - Tudo bem, eu só espero que isso não se repita, ok? - Falou firme, e eu pude perceber um certo medo em seu olhar, pois ela se aproximou dos outros funcionários, e entrelaçou as mãos. - Então... - Ele continuou dizendo. - Esse rapaz bonito que todos estão vendo é o Noah, o outro patrão de vocês. Não consegui evitar de olhar para ela outra vez, já que a sua beleza era algo contagiante, e aproveitando que ela também estava retribuindo os meus olhares, eu pude ver que a própria tinha os lábios um pouco carnudinhos na parte inferior. Muito gata! - Noah! Jaime acabou interrompendo a auto análise que eu estava fazendo da bela morena. - Boa tarde, pessoal! Desculpa a demora para falar, é que eu estava... Bom, isso não vem ao caso agora... Encarei ela novamente, só que de um modo um pouco mais intenso, deixando claramente o quanto eu estava interessado, mas eu acho que ela não gostou muito, pois a própria acabou ruborizando um pouco, e desviando o olhar para baixo. c*****o! Além de gata era tímida. - Então como vocês já sabem, me chamo Noah, e sou sócio do Christóvão, juntos nós abrimos uma rede de restaurantes, e as duas lanchonetes que temos aqui na cidade. Comecei a contar um pouco da história de como iniciamos o ramo, e também falei de forma rasa, sobre o que pretendíamos fazer futuramente com as lanchonetes, e como um bom ambicioso que eu sempre fui, contei ao pessoal que tinha a intenção de expandi-la para outros lugares. - Bom, eu gostaria de saber o nome de cada um aqui presente. Vamos começar por essa gatinha aqui. Apontei para ela que ficou totalmente surpresa pois a própria arregalou os seus lindos olhos, e depois olhou para a moça ao lado que com certeza deveria ser a sua amiga. - Me chamo Lindsay, senhor. - Ela disse por fim mexendo aquela boquinha, que era um convite ao pecado, pois qualquer homem daria tudo para ter um beijo dessa bela morena. - Perfeito, Lindsay! Gostei muito do seu nome, combina bastante com você. Não consegui evitar de elogiá-la. - Obrigada! - Por nada, agora me diz quantos anos você tem? - Dezoito. - Sorriu tímida. A sua carinha de inocente estava me deixando louco, pois a vontade que eu tinha de conhecer essa bela garota, estava aumentando ainda mais. - Dezoito aninhos, novinha... Sorrindo lhe encarei outra vez e acabei fazendo ela sorrir também. Que sorriso! Não estava conseguindo esconder o meu interesse por ela, então tive que desviar o olhar da própria, e voltar novamente com a minha postura séria, pois eu ainda tinha que conhecer os outros funcionários - Agora você me diz o seu nome, e a sua idade? Eu faço isso pessoalmente porque eu gosto de conhecer os meus funcionários. - Apontei para a branquinha ao lado da gatinha morena. - Bianca, senhor, também tenho dezoito. - Ok! Novamente eu não consegui evitar olhar para ela, que agora estava cochichando algo com a outra menina à sua esquerda, e depois que o restante dos funcionários foram se apresentando e também falando as suas respectivas idades, a branquinha das mechas vermelhas, disse que ela, a Lindsay, e a Giovanna estudavam na parte da manhã. - Bom, agora que eu já sei o nome de cada um aqui presente, eu quero também ter a oportunidade de conversar com vocês em particular. - Novamente meus olhos encontraram o seu, e aquilo me causou uma sensação estranha, era como se eu já a conhecesse a um tempo, e não a meia hora, pois a nossa conexão tinha sido algo surreal.- Morena! Vamos lá conversar um pouco comigo. Apontei o dedo para ela, que novamente mostrou-se um tanto surpresa. - Eu? - Sim, você mocinha, vem comigo. - Respondi olhando Jaime de relance, que estava olhando para a moça totalmente sério. - Vai lá Lindy, conversar um pouco com o Noah. Ela assentiu e logo depois caminhou até a nossa direção.
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