Helena ajeitou a bolsa no braço e deu uma última olhada em Murilo, que dormia tranquilo no berço, o peito subindo e descendo num ritmo calmo que sempre acalmava o coração dela também. — Vou ali no mercado — disse, já perto da porta. — Comprar umas coisas pro almoço. É rápido. Lúcifer assentiu de imediato. — Eu fico com ele. Instintivamente, ele levou a mão ao bolso de trás da calça, puxando a carteira. — Toma — disse, abrindo. — Compra o que precisar. Helena virou-se na hora, o olhar firme. — Não. — respondeu, sem levantar a voz. — Eu dou conta. — Helena… — Eu sei que você quer ajudar — interrompeu, mais suave. — Mas isso eu faço sozinha. Sempre fiz. Ele fechou a carteira devagar, sem insistir. Apenas assentiu outra vez, respeitando. — Tudo bem. Ela se aproximou dele por um ins

