Capítulo 03

2230 Palavras
Três dias se passaram após o suposto aparecimento do ursinho gigante que eu sempre quis em minha porta. Perguntei a Scarlet se ela sabia de algo, mas ela negou com todas as forças existentes do mundo deixando-me ainda suspeita sobre o seu envolvimento com tudo isso. Era uma tarde de sábado extremamente quente, tão quente que estava sendo até um pouco insuportável ficar dentro da casa e como roupa.  Meu primo estava em nossa casa ajudando eu e minha a fazer uma faxina geral em todos os cantos da casa, já que ela queria ocupar a sua mente. Então como eu estava entre familiares eu estava usando apenas um sutiã e um short. — É prima, seu corpo é uma obra de arte. — Chanse disse fazendo-me revirar os olhos. Ele tinha a mania de ficar elogiando meu corpo, dizendo que eu sou isso e sou aqui apenas para ver minha ação e ver se eu coro... Às vezes dava vontade de matar dele para ver se ele parava com isso. — Calada essa linda boca sua e foca no trabalho. — Resmunguei e ele riu voltado a limpar as prateleiras. — Eu me pergunto como seu namorado te aguenta. — Da mesma maneira que você. — Ele retrucou e eu olhei para ele com um olhar mortal fazendo-o erguer as mãos em rendição. — Começaram de novo? — Minha mãe disse entrando no quarto fazendo a gente calar a boca. — Não tenho culpa se ela é insuportável. — Ele disse fazendo-me tacar o pano molhado que estava em minhas mãos em seu rosto. — Aprendi com o melhor! — Exclamei saindo do quarto junto com a minha mãe deixando-o sozinho no quarto.  — Vocês dois são chatos... — Minha mãe disse fazendo-me rir. — Vivem brigando fisicamente e verbalmente. — Parecem até irmãos! — É a nossa forma de amor! — Pisquei para a mais velha entrando na cozinha sentando-me na mesa enquanto ela mexia nas gavetas. — Nenhuma notícia do meu pai? — Ela negou com a cabeça soltando um longo suspiro. — Você merece alguém melhor, só acho! Meu pai estava mais ausente que o normal em casa, raramente aparecia para comer e também raramente aparecia para dormir igual antigamente. Eu cheguei até pensar que ele tinha outra, mas eu nunca disse nada para mim mãe por que não queria que ela ficasse pensando e repensando sobre isso. Ouvi pequenas batidas na porta. Desci da mesa saindo da cozinha indo em direção a porta. Ao abrir ela e dei-me com a bela visão do Jaesper usando uma calça jeans e uma blusa social. Ele me olhou de cima em baixo mordendo seus lábios inferior em seguida. — O que você está fazendo aqui? — Indaguei e de trás dele saiu a mesma mulher que estava com ele na festa do meu pai e na boate. — Seu pai disse para o Sr. Iyrb viesse para que eles pudessem conversar sobre assuntos da empresa. — Ela disse fazendo-me quase vomitar com a sua voz irritante. — Perguntei para ele, não para você. — Exclamei olhando para ela e em seguida o Jaesper. — Que eu saiba ele ainda sabe falar não é mesmo? — Sim, eu estava com ciúmes de uma pessoa que não era mais nada minha, e nem conseguia disfarçar os ciúmes.  — CHUPA b***h! — Escutei meu primo gritando lá de dentro, fazendo-me soltar uma risada baixa. — CALA A BOCA MOLEQUE! — Minha mãe gritou e em seguida ouvi barulho de algo caindo no chão. — Então... — Exclamei segurando-me para não rir. — Meu pai não está no momento, mas eu acho que ele agorinha chega. Quer entrar e esperar por ele? — O olhar do Jaesper saiu de meu corpo e se fixou em meu rosto. — Se não for incomodo, eu adoraria! — Jaesper respondeu-me e eu abri espaço para ambos entrarem. Fechei a porta com o pé olhando para os dois parados um do lado do outro soltando um longo suspiro. Eles formavam um casal até aceitavelmente bonito. Olhei para a porta da cozinha vendo o Chanse parado nela sem a sua blusa mostrando seu abdômen definido com a sua enorme fênix ao lado. Jaesper olhou em volta encarando meu primo fazendo uma cara de nojo. — Fiquem à vontade! — Exclamei indo até o Chanse empurrando-o para dentro da cozinha. — Você quer morrer ou que matar alguém? — Matar se possível, ele fez você sofrer. — Chanse respondeu-me bufando em seguida. — Ninguém faz você sentir assim, somente eu! — Ao dizer isso em um movimento rápido ele colocou um cubo de gelo em meu seio saindo correndo da cozinha. — FILHO DUMA ÉGUA! — Gritei tirando-o o mais rápido possível do meu sutiã correndo atrás dele. — EU VOU TE MATAR... ESPERA SÓ PARA VER SEU DUMBO. — DUMBO É SUA VÓ! — Ele gritou parado em frente a escada. — ANÃ DE JARDIM! Franzi o cenho correndo até ele, mas acabei tropeçando em meus pés indo para o chão com tudo. Ele veio em minha direção preocupado vendo se eu havia machucado. — Vou arrancar tuas orelhas... — Exclamei derrubando-o no chão ficando por cima dele batendo nele, mas como ele era mais forte do que eu, virou-me ficando por cima começando a fazer cócegas em mim. — AESPER... Ajuda a mamãe. — Gritei pelo meu gato logo vendo-o descer as escadas. Ele parou ao meu lado encarando-me em seguida virando seu r**o para o Chanse mijando nele fazendo-me rir ainda mais. — Que nojo! — Chanse disse se levantando me ajudando logo em seguida. — Meu bebê. — Acariciei os pelos do meu gato que logo começou a ronronar. — Melhor filho que se pode ter em qualquer lugar do mundo. — Mereço mesmo. — Ele resmungou abrindo o fecho do meu sutiã, segurei rapidamente meus s***s com o sutiã em cima para não mostrar ele. — CHANSE! — Gritei e ele subiu as escadas correndo para se limpar enquanto ria. — CHANSE PARA DE ATORMENTAR SUA PRIMA! —  Minha mãe gritou descendo as escadas com um sorriso nos lábios, achando tudo aquilo divertido. — EU VOU CONTAR PARA SEU NAMORADO! — Gritei ameaçando meu primo enquanto minha mãe me ajudava a fechar o fecho do sutiã. [Iyrb Jaesper] Ele é primo ela... Ele é primo dela, e ainda por cima é gay. Falava isso várias vezes em minha mente, pois estava mais tranquilo por saber que não tinha nenhum homem em meu caminho, coisa que facilitaria muito pra mim em breve. — Quanto infantilidade! —- Minha secretária disse referindo-se a Lincy e o seu primo. Afastei-me devagar e com delicadeza dela, esperando a patada que viria da parte dela. — Querida se estiver incomodada pode ir embora, sua ausência não vai mudar nada aqui. — Lincy disse recebendo um beliscão da sua mãe. Abaixei minha cabeça segurando a risada. — É a verdade, ela vem aqui na casa das outras pessoas e pensa que tem o direito de ficar falando merda. Fica calada que vai ser melhor para você. — Estava mais afiada com as palavras que antes. — Fiquem à vontade. — Sra. Sonji disse olhando feio para a sua filha. Concordamos e nos sentamos no sofá. — Por que você não me defendeu? — Minha secretária perguntou assim as duas subirem a escadas resmungando. — Você que implicou ela, e como eu a conheço bem, optei em ficar fora das patadas. — Respondi-a olhando em voltando soltando um longo suspiro. — Faz tempo que eu não venho aqui. É nostálgico! — Não se acostume, você não virá mais aqui. — Ela disse e eu revirei os olhos ao ouvir aquilo. — Nem preciso de você, só não te demito por causa da minha mãe! — Exclamei em um tom ríspido levantando-me do sofá. — Não me segue. — Subi as escadas a procura da Sra. Sonji ou até ela mesmo para conversar. Passei em frente ao quarto da Lincy e a curiosidade falou mais alto. Abri a porta lentamente encontrando o cômodo completamente vazio. Olhei todo o seu quarto percebendo a mudança enorme que ele teve. Fechei a porta ao entrar aproximando-me da cama enquanto observava as coisas em volta. Meu olhar parou em uma cômoda, aproximei dela abrindo-a, vendo três caixas de anéis e de colar. Peguei um deles abrindo vendo que tinha o anel de namoro que eu havia dado para ela. — Ela não sabe por que ainda tem os anéis. — Uma voz soou no quarto assustando-me. Guardei o anel fechando a gaveta rapidamente, virando-me para ver quem era. — Ela ainda gosta de você! — Era a Sra. Sonji. — E eu ainda gosto dela, mas ela não quer acreditar em mim. — Exclamei fazendo a gaveta olhando fixo para a sua mãe. — Você acreditaria em uma pessoa que destruiu seu coração no dia da formatura com palavras tão duras!? — Ela retrucou e eu abaixei a cabeça repensando nas minhas palavras daquele dia. — Se eu não fizesse aquilo, ela se machucaria por minha causa... — Murmurei em tom baixo soltando um breve suspiro. — Eu sei querido. Eu sei de todo o motivo do termino de vocês. — Ela disse e eu olhei para ela assustada vendo-a sorrir docemente. — Eu quero que vocês reatem e farei de tudo para que isso aconteça, meu genro! — O-Obrigado. — Exclamei corando levemente vendo-a vir em minha direção abraçando-me. — Muito obrigado mesmo sogra! — Tudo bem, agora vamos descer se não a Lincy vai nós matar se pegar a gente aqui. — Ela disse e eu concordei seguindo-a para fora do quarto. [19:07PM] Sete horas e nada do pai da Lincy aparecer. Ele apenas ligou avisando que era para mim continuar esperando por ele que em breve chegaria, mas não deu as horas exatas. O primo da Lincy teve que ir embora, mas antes de ir, ele me ameaçou dizendo que se eu encostar o dedo nela eu iria morrer. Até entendia o motivo da sua preocupação, mas ela era um pouco desnecessária. Minha secretária, Charlotte Torres, recebeu uma ligação do meu pai pedindo a presença dela na empresa urgentemente, então ela foi embora alegando que voltaria mais rápido possível para que nada acontecesse entre nós dois. — Eu terei que ir ao mercado, logo estou de volta. — Sra. Sonji disse piscando para mim fazendo-me arregalar os olhos. Olhei a escada vendo a Lincy descendo arrumando seus curtos cabelos. Ela se deitou no sofá pegando o celular no bolso da sua calça começando a mexer nele ignorando minha existência. Sua mãe saiu e em vez de levar o clima tenso com ela, deixou-o na sala. Estava um pouco desconfortável, olhava toda hora para os lados e mexia-me sem parar procurando as palavras certas para falar. — Como foi esses anos seus? — Indaguei cortando o clima tenso ouvindo-a gargalhar ironicamente. — Normal como sempre... E o seu? — Ela respondeu-me perguntando em seguida, como se estivesse entrando na minha conversa. — Normal também. — Respondi-a soltando um longo suspiro olhando-a fixamente. — Por que cortou seu cabelo? — Por que eu quis, ele grande dava muito trabalho. — Ela disse mentindo na maior cara lerda. Sabia que ela tinha cortado por minha causa. — Olha para mim... - Supliquei e ela ignorou-me. — Lincy, olhe para mim por favor. — Ela resmungou jogando o celular ao seu lado, sentando-se no sofá encarando-me com uma sobrancelha arqueada. — Eu sinto sua falta! — E-Eu... — Ela começou a dizer corando violentamente em seguida se levantando indo em direção as escadas. Fui até ela segurando seu pulso impedindo-a de terminar de subir as escadas. Virei-a para mim vendo que seus olhos estavam marejados. — Saiba que esse jogo não tem graça! — Não estou brincando. — Exclamei olhando em seu pescoço um colar, com o dedo indicador puxei-o vendo que o pingente era a nossa aliança de casamento. — Se você me der uma chance para explicar tudo... Eu farei de tudo para recompensar você! Segurei seu rosto em minhas mãos erguendo sua cabeça fazendo com seus olhos olhassem nós meus. Soltei uma risada ao ver ela corando com o contato visual. Eu ainda causava aquelas reações nela e de alguma maneira, me deixava muito feliz, pois ela sem qualquer esforço provocava o mesmo em mim, só que duplicado. Aproximei meu rosto lentamente do dela, esperando algum sinal de recuar dela, mas como ela não fez nenhum sinal continuei aproximando seu rosto do dela. Quando nossos lábios se encostaram para iniciar um beijo de verdade, a porta principal foi aberta bruscamente fazendo a gente se separar rapidamente com os rostos corados. — Desculpem a demora... — Sr. Sonji sorrindo para nós. — Tive alguns problemas no caminho! — Pai... — Lincy disse olhando para ele e para mim com seu lábio inferior preso entre seus dentes. — E-Eu vou deixar vocês trabalharem! — Continuou subindo as escadas rumo ao seu quarto. — Atrapalhei algo? — Seu pai disse em um tom divertido fazendo-me olhar para ele com o cenho frangido. — Sim, atrapalhou! — Exclamei em um tom sério vendo o seu sorriso sumir igual mágica. — Fala logo o motivo de ter me chamado aqui. — Desci as escadas m*l-humorado pela a interrupção.
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