Capitulo 7

1451 Palavras
Passo o restante do domingo com a minha mãe, contando da viagem, e matando a saudade. No dia seguinte, acordo cedo e me arrumo para ir trabalhar, visto um vestido preto social, colado ao corpo, com uma f***a atrás, de mangas curtas, e coloco um scarpin preto também. Chego no escritório um pouco atrasada, quando passo pela porta, já sou recebida pelos meus amigos. - Olha só quem voltou – Aline – Amiga você esta um arraso – ela me abraça. - Oi, que saudade. – digo ao abraça-la. - Bom dia Dr Julia – Josh – esse bronzeado te caiu muito bem – ele finge bater palmas. - Bom dia Josh, também estava com saudade de você. – e o abraço. - Amiga, você precisa nos contar tudo, m*l conversamos esses dias. – Aline. - E vou contar, mais agora preciso ir para minha sala, que já to atrasada. – mando beijos no ar, enquanto caminho ate minha sala. Pouco tempo depois, alguém bate em minha porta. - Pode entrar – digo. Mateo entra. - Bom dia Dra. - Bom dia – sorrio, feliz em ve-lo. - Senti sua falta esses dias. – ele fala ao se sentar na cadeira em frente a minha mesa. - Também senti a sua. – sorrio. - O que acha de trabalharmos naqueles casos hoje? - Acho que pode ser sim. - Otimo, te espero na minha sala. – ele se levanta - Vou só me organizar aqui e já vou. Ele sai da minha sala, e eu continuo organizando minhas coisa, alguns minutos depois, pego o notebook e vou em direção a sala dele, mais acabo me encontrando com Theo no corredor. - Bom dia. – digo animada. - Bom dia. – ele me abraça e sussurra no meu ouvido – estava com saudades – e se afasta me olhando com desejo. - A.. é.. – digo sem jeito. Ele ri e sai pelo corredor, me deixando sem entender nada. Me recomponho e vou para a sala do Mateo. - Está tudo bem? – Mateo me pergunta. - Sim, porque? – tento disfarçar. - Nada não, é só que você está vermelha. - Acho que tomei um café muito quente, deve ter sido isso. - tento disfarçar. Passamos o dia todo trabalhando juntos, quando nos damos conta já esta de noite, pego meu celular e uma mensagem da minha mãe. [Filha, vou dobrar o plantão hoje, para ajudar uma amiga, deixei comida na geladeira. Te amo!] Sorrio ao ver a mensagem, e percebo o Mateo me olhando. - É a minha mãe, não sei o que seria de mim sem ela – mostro a mensagem para ele. - Ela cuida muito bem de você né. – ele sorri – Você viu que horas são? – ele diz assustado. - Não – viro o celular para mim novamente – Meu Deus, já são quase dez horas, acho que temos que ir. – digo me levantando. - Sim, mais deixa isso ai, amanhã a gente vai ter que continuar mesmo. – ele se levanta também. Fechamos tudo e saímos, Mateo insistiu em me levar para casa, então paramos fazer um lanche, no meio do caminho começou a chover muito, quando chegamos na minha casa, quase não dava para ver nada, pedi para ele entrar com o carro na garagem, para não me molhar. - Vem, vamos entrar, não vou deixar você sair nessa chuva. – digo saindo do carro. - Não quero incomodar – ele abre a porta do carro. - E não vai, é muito perigoso sair com esse tempo, a gente quase não conseguiu chegar aqui. - Tudo bem então. Entramos, guardo a minha bolsa. - Pode ficar a vontade, só não liga a bagunça – digo envergonhada. - Que bagunça? – ele olha para os lados – você precisa ir la em casa, ai você vai ver o que é bagunça – rimos - Quer beber alguma coisa? - Não ta tranquilo, preciso só tirar esse paletó e esse sapato, posso? Juro que não tenho chulé – rimos. - Claro que sim, você se importa se eu for tomar um banho rapidinho? - Vai lá, se sinta em casa. – rimos - Eu já volto. Vou correndinho para meu quarto, e tomo o banho mais rápido da vida, coloco uma calça de moletom tipo jogger cinza escuro, uma babylook branca, e minha pantufa do Tom. Quando chego na sala, me deparo com o Mateo jogado no sofá, com os pés apoiados na mesa de centro, assistindo um filme que esta passando, quando ele me vê, ele se assusta e se ajeita, começo a rir. - Pode ficar, não tem problema. –me sento ao lado dele, e fico na posição que ele estava. - Nossa – ele diz me olhando. - O que foi? - pergunto sem entender. - Você consegue ficar bonita até de moletom e pantufa. – ele da um sorrisinho sexy. - Seu bobo - do um tapinha no ombro dele. - Falando em pantufa, adorei a sua. – ele diz olhando para elas, enquanto eu as balanço de um lado para o outro. - Também gosto dela, é bem quentinha. - Promete que você não vai rir se eu te contar uma coisa? – ele diz envergonhado. - O que? Você tem uma igual? – digo rindo. - Olha ai o, você já ta rindo. – ele fica sem jeito. - Desculpa, pode falar não vou rir, prometo. – digo segurando o riso. - Tenho uma do Jerry. - ele diz baixinho. - O que? Serio? – faço o máximo para não rir. - Não ria, você prometeu. – ele aponta para mim, ainda envergonhado. - Eu achei fofo, mais você vai ter que me mostrar ela um dia. - Mais não vou mesmo, você já esta se retorcendo para não rir de mim. Não consigo segurar e solto uma gargalhada. - Desculpa, é que é difícil de imaginar um homem como você, usando uma pantufa de bixinho. - Um homem como eu? Como assim? – ele fica sem entender. - É, alto, musculoso, de terno e gravata, um Deus gr.. – paro assim que percebo que me empolguei. - Continua, o que você ia dizer? – ele olha atento para mim. - Não, nada. – fico envergonhada – O que você esta assistindo? – mudo de assunto. Ele ri, e me fala do filme que esta passando, depois de um tempo acabamos adormecendo no sofá. Acordamos com meu celular despertando, e um cheiro de café maravilhoso. - Me desculpa. – me afasto rapidamente ao me dar conta que estou deitada em seu peito. - Não precisa se desculpa, estava gostoso assim. – ele sorri – aliais, Bom dia Dra. - Bom dia Dr. – rio - Ah vocês acordaram – minha mãe aparece. - Mãe, desculpa, o Mateo veio me trazer ontem e estava chovendo muito. – tento me explicar, esquecendo que já sou bem grandinha. - Tudo bem filha, então esse é o famoso Mateo. - Mãe – a repreendo com o olhar. - Famoso é? Vai ter que me contar essa historia depois – ele ri – Prazer, Mateo Solano – ele passa por mim e vai cumprimentar a minha mãe. - O prazer é todo meu, sou Mariana Davies, também conhecida como mãe da Julia. – ela sorri. Tomamos café, e minha mãe e o Mateo conversam como se fossem amigos a anos. - Quer se arrumar, ai passamos na minha casa eu tomo um banho rápido, e vamos juntos para o escritório, o que acha? - Pode ser, já volto. Deixo os dois na cozinha e vou me arrumar, tomo um banho rápido, e visto uma calça pantalona preta social, e um cropped também preto, e um salto, deixo meu cabelo solto, faço uma maquiagem leve. Me despeço da minha, e vamos para casa do Mateo, antes de abrir a porta, ele para e me olha. - Não repare na bagunça. - Ta bom – seguro o riso. Entramos, e até que não esta tão bagunçado, tem algumas louças na pia, e algumas roupas no sofá. - Fique a vontade, eu já volto. Ele sai pelo corredor, me deixando sozinha, olho para os lados e decido fazer alguma coisa enquanto espero, lavo os copos que estavam na pia, e dobro as roupas que estavam no sofá. Do nada escuto um barulho e um “DROGA” vindo de onde o Mateo está, corro até lá. - Esta tudo bem? – digo abrindo a porta de uma vez, sem pensar. Me deparo com o Mateo só com a toalha enrolada na cintura, e com o corpo ainda molhado, abro a boca para conseguir respirar.
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