Passo o restante do domingo com a minha mãe, contando da viagem, e matando a saudade. No dia seguinte, acordo cedo e me arrumo para ir trabalhar, visto um vestido preto social, colado ao corpo, com uma f***a atrás, de mangas curtas, e coloco um scarpin preto também.
Chego no escritório um pouco atrasada, quando passo pela porta, já sou recebida pelos meus amigos.
- Olha só quem voltou – Aline – Amiga você esta um arraso – ela me abraça.
- Oi, que saudade. – digo ao abraça-la.
- Bom dia Dr Julia – Josh – esse bronzeado te caiu muito bem – ele finge bater palmas.
- Bom dia Josh, também estava com saudade de você. – e o abraço.
- Amiga, você precisa nos contar tudo, m*l conversamos esses dias. – Aline.
- E vou contar, mais agora preciso ir para minha sala, que já to atrasada. – mando beijos no ar, enquanto caminho ate minha sala.
Pouco tempo depois, alguém bate em minha porta.
- Pode entrar – digo.
Mateo entra.
- Bom dia Dra.
- Bom dia – sorrio, feliz em ve-lo.
- Senti sua falta esses dias. – ele fala ao se sentar na cadeira em frente a minha mesa.
- Também senti a sua. – sorrio.
- O que acha de trabalharmos naqueles casos hoje?
- Acho que pode ser sim.
- Otimo, te espero na minha sala. – ele se levanta
- Vou só me organizar aqui e já vou.
Ele sai da minha sala, e eu continuo organizando minhas coisa, alguns minutos depois, pego o notebook e vou em direção a sala dele, mais acabo me encontrando com Theo no corredor.
- Bom dia. – digo animada.
- Bom dia. – ele me abraça e sussurra no meu ouvido – estava com saudades – e se afasta me olhando com desejo.
- A.. é.. – digo sem jeito.
Ele ri e sai pelo corredor, me deixando sem entender nada. Me recomponho e vou para a sala do Mateo.
- Está tudo bem? – Mateo me pergunta.
- Sim, porque? – tento disfarçar.
- Nada não, é só que você está vermelha.
- Acho que tomei um café muito quente, deve ter sido isso. - tento disfarçar.
Passamos o dia todo trabalhando juntos, quando nos damos conta já esta de noite, pego meu celular e uma mensagem da minha mãe.
[Filha, vou dobrar o plantão hoje, para ajudar uma amiga, deixei comida na geladeira. Te amo!]
Sorrio ao ver a mensagem, e percebo o Mateo me olhando.
- É a minha mãe, não sei o que seria de mim sem ela – mostro a mensagem para ele.
- Ela cuida muito bem de você né. – ele sorri – Você viu que horas são? – ele diz assustado.
- Não – viro o celular para mim novamente – Meu Deus, já são quase dez horas, acho que temos que ir. – digo me levantando.
- Sim, mais deixa isso ai, amanhã a gente vai ter que continuar mesmo. – ele se levanta também.
Fechamos tudo e saímos, Mateo insistiu em me levar para casa, então paramos fazer um lanche, no meio do caminho começou a chover muito, quando chegamos na minha casa, quase não dava para ver nada, pedi para ele entrar com o carro na garagem, para não me molhar.
- Vem, vamos entrar, não vou deixar você sair nessa chuva. – digo saindo do carro.
- Não quero incomodar – ele abre a porta do carro.
- E não vai, é muito perigoso sair com esse tempo, a gente quase não conseguiu chegar aqui.
- Tudo bem então.
Entramos, guardo a minha bolsa.
- Pode ficar a vontade, só não liga a bagunça – digo envergonhada.
- Que bagunça? – ele olha para os lados – você precisa ir la em casa, ai você vai ver o que é bagunça – rimos
- Quer beber alguma coisa?
- Não ta tranquilo, preciso só tirar esse paletó e esse sapato, posso? Juro que não tenho chulé – rimos.
- Claro que sim, você se importa se eu for tomar um banho rapidinho?
- Vai lá, se sinta em casa. – rimos
- Eu já volto.
Vou correndinho para meu quarto, e tomo o banho mais rápido da vida, coloco uma calça de moletom tipo jogger cinza escuro, uma babylook branca, e minha pantufa do Tom. Quando chego na sala, me deparo com o Mateo jogado no sofá, com os pés apoiados na mesa de centro, assistindo um filme que esta passando, quando ele me vê, ele se assusta e se ajeita, começo a rir.
- Pode ficar, não tem problema. –me sento ao lado dele, e fico na posição que ele estava.
- Nossa – ele diz me olhando.
- O que foi? - pergunto sem entender.
- Você consegue ficar bonita até de moletom e pantufa. – ele da um sorrisinho sexy.
- Seu bobo - do um tapinha no ombro dele.
- Falando em pantufa, adorei a sua. – ele diz olhando para elas, enquanto eu as balanço de um lado para o outro.
- Também gosto dela, é bem quentinha.
- Promete que você não vai rir se eu te contar uma coisa? – ele diz envergonhado.
- O que? Você tem uma igual? – digo rindo.
- Olha ai o, você já ta rindo. – ele fica sem jeito.
- Desculpa, pode falar não vou rir, prometo. – digo segurando o riso.
- Tenho uma do Jerry. - ele diz baixinho.
- O que? Serio? – faço o máximo para não rir.
- Não ria, você prometeu. – ele aponta para mim, ainda envergonhado.
- Eu achei fofo, mais você vai ter que me mostrar ela um dia.
- Mais não vou mesmo, você já esta se retorcendo para não rir de mim.
Não consigo segurar e solto uma gargalhada.
- Desculpa, é que é difícil de imaginar um homem como você, usando uma pantufa de bixinho.
- Um homem como eu? Como assim? – ele fica sem entender.
- É, alto, musculoso, de terno e gravata, um Deus gr.. – paro assim que percebo que me empolguei.
- Continua, o que você ia dizer? – ele olha atento para mim.
- Não, nada. – fico envergonhada – O que você esta assistindo? – mudo de assunto.
Ele ri, e me fala do filme que esta passando, depois de um tempo acabamos adormecendo no sofá. Acordamos com meu celular despertando, e um cheiro de café maravilhoso.
- Me desculpa. – me afasto rapidamente ao me dar conta que estou deitada em seu peito.
- Não precisa se desculpa, estava gostoso assim. – ele sorri – aliais, Bom dia Dra.
- Bom dia Dr. – rio
- Ah vocês acordaram – minha mãe aparece.
- Mãe, desculpa, o Mateo veio me trazer ontem e estava chovendo muito. – tento me explicar, esquecendo que já sou bem grandinha.
- Tudo bem filha, então esse é o famoso Mateo.
- Mãe – a repreendo com o olhar.
- Famoso é? Vai ter que me contar essa historia depois – ele ri – Prazer, Mateo Solano – ele passa por mim e vai cumprimentar a minha mãe.
- O prazer é todo meu, sou Mariana Davies, também conhecida como mãe da Julia. – ela sorri.
Tomamos café, e minha mãe e o Mateo conversam como se fossem amigos a anos.
- Quer se arrumar, ai passamos na minha casa eu tomo um banho rápido, e vamos juntos para o escritório, o que acha?
- Pode ser, já volto.
Deixo os dois na cozinha e vou me arrumar, tomo um banho rápido, e visto uma calça pantalona preta social, e um cropped também preto, e um salto, deixo meu cabelo solto, faço uma maquiagem leve.
Me despeço da minha, e vamos para casa do Mateo, antes de abrir a porta, ele para e me olha.
- Não repare na bagunça.
- Ta bom – seguro o riso.
Entramos, e até que não esta tão bagunçado, tem algumas louças na pia, e algumas roupas no sofá.
- Fique a vontade, eu já volto.
Ele sai pelo corredor, me deixando sozinha, olho para os lados e decido fazer alguma coisa enquanto espero, lavo os copos que estavam na pia, e dobro as roupas que estavam no sofá. Do nada escuto um barulho e um “DROGA” vindo de onde o Mateo está, corro até lá.
- Esta tudo bem? – digo abrindo a porta de uma vez, sem pensar.
Me deparo com o Mateo só com a toalha enrolada na cintura, e com o corpo ainda molhado, abro a boca para conseguir respirar.